Currículo
Pluralidade e Decolonialidade na Investigação 05244
Contextos
Groupo: Curso Institucional em Competências Transversais > Competências Académicas e Científicas (3.º Ciclo) > 2.º Semestre
ECTS
2.0 (para cálculo da média)
Objectivos
No final da UC, o/as estudantes devem ser capazes de: OA1 – Conhecer tradições pedagógicas, epistemológicas e metodológicas decoloniais, distinguindo-as criticamente de pressupostos coloniais e eurocêntricos; OA2 – Colocar em diálogo crítico assunções consideradas canónicas com assunções historicamente alterizadas na criação de conhecimento; OA3 – Construir criticamente bibliografia plural, que inclua marcos teóricos e analíticos marginalizados em correntes dominantes; OA4 – Aplicar conceitos fundamentais inerentes a uma investigação de base plural e decolonial; OA5 – Avaliar métodos de recolha e de análise de dados quantitativos e qualitativos de acordo com perspectivas plurais e decoloniais; OA6 – Elaborar projetos de investigação de mestrado e doutoramento (desde o problema de pesquisa até à disseminação de resultados) que reflitam princípios de pluralidade epistemológica e metodológica e responsabilidade ética.
Programa
A UC estrutura-se em cinco módulos: 1. Universalismo do conhecimento provincial: a construção histórica da colonialidade do poder, do ser e do saber 2. Descolonização do pensamento e decolonialidade na academia 3. Conhecimentos situados, representação e interseccionalidade: Epistemologias e metodologias subalternas 4. Pedagogias do oprimido, co-produção de conhecimento e justiça epistémica 5. Metodologias de investigação, posicionalidade, co-produção e relações de poder
Método de Avaliação
'1. Avaliação ao longo do semestre a) Presença e participação ativa nas aulas (mínimo de 60% assistência a aulas) – 30% A participação ativa nas aulas refere-se à participação nos debates centrados em conceitos, análise de excertos de textos, análise de imagens, com um trabalho prévio em aula ou autonomamente fora do espaço da aula. Neste item, considera-se o rigor conceptual, o pensamento crítico e a construção de um discurso coerente e informado. b) Exercício escrito individual – 30% Exercício escrito, realizado em sala de aula, de reflexão sobre posicionalidade, considerando as seguintes dimensões: língua, género, classe, identidade étnica, relação com o objeto de estudo. c) Projeto de investigação individual – 40% O projeto de investigação a apresentar no âmbito da UC pretende que o/a estudante aborde o problema de pesquisa a desenvolver no mestrado ou no doutoramento com uma perspetiva decolonial. Este trabalho terá as seguintes secções: Questão e objetivos de investigação; Quadro teórico decolonial; Estratégias metodológicas com uma reflexão decolonial; bibliografia crítica. Considera-se, ainda, a organização do texto, a organização coerente do trabalho, a correção gramatical, bem como o rigor na explanação escrita dos temas. O uso de ferramentas de IA deve ser transparente, declarado e compatível com as regras de integridade académica, incluindo para o efeito a declaração de uso e indicação da prompt utilizada para geração de conteúdo. A deteção de plágio ou outras formas de fraude académica nos elementos de avaliação implicam a sua anulação. Poderá, também, ser realizada uma prova oral complementar item de avaliação c). Para efeitos de avaliação ao longo do semestre, é obrigatória a presença e participação em, pelo menos, 80% das aulas. 2. Exame escrito final
Carga Horária
Carga Horária de Contacto -
Trabalho Autónomo - 39.0
Carga Total -
Bibliografia
Principal
- 'Abu Moghli, M., & Kadiwal, L. (2021). Decolonising the curriculum beyond the surge: Conceptualisation, positionality and conduct. London Review of Education, 19(1). https://doi.org/10.14324/lre.19.1.2 Antilao-Carilao, E. (2026). Un diseño metodológico mapuche para co-construir problemas de investigación desde las ciencias sociales occidentales. CUHSO (Temuco), 36(02). https://dx.doi.org/10.7770/cuhso-v36n1-art757 Chilisa, B. (2012). Indigenous Research Methodologies. SAGE Freire, P. (2024 [1968]). Pedagogia do Oprimido. Afrontamento hooks, b. (1994). Teaching to transgress: Education as the practice of freedom. Routledge Mignolo, W. D. (2011). The darker side of Western modernity: Global futures, decolonial options. Duke University Press Smith, L. T. (2021). Decolonizing methodologies: Research and indigenous peoples. Bloomsbury Publishing: --- ---
Secundária
- 'Arámbulo, E., Mendoza, E., & Lárez, J. (2025). Del extractivismo epistémico al epistemicidio: en torno a la descolonización del saber y del ser en la academia latinoamericana. https://doi.org/10.5281/zenodo.17972742 Fahlberg, A. (2023). Decolonizing Sociology Through Collaboration, Co-Learning and Action: A Case for Participatory Action Research1. Sociol Forum, 38, 95-120. https://doi.org/10.1111/socf.12867 Hall, B.L. and Tandon, R. (2017). Decolonization of knowledge, epistemicide, participatory research and higher education. Research for All, 1 (1), 6–19. https://doi.org/10.18546/RFA.01.1.02 Jammulamadaka, N. & Faria, A. (2023). Decolonizing Inclusion in Performing Academia: Trans-inclusion as Phronetic Border Thinking/doing Praxis. Gender, Work & Organization, 30(2), 431–456. https://doi.org/10.1111/gwao.12955. Lazarus, S. (2025). An Autoethnographic Perspective on Scholarly Impact, Citation Politics, and North–South Power Dynamics. Life Writing, 22(3), 603–629. https://doi.org/10.1080/14484528.2024.243066 Nwosimiri, O. (2022). Engaging in African Epistemology as a Form of Epistemic Decolonization. Filosofia Theoretica: Journal of African Philosophy, Culture and Religions, 11(2), 75–88. https://doi.org/10.4314/ft.v11i2.6 Ofosu-Asare, Y. (2026). Dialogues of liberation: a synthetic analysis of Fanon, Cabral, and Nkrumah through integrated postcolonial lenses. African Identities, 00(00), 1–19. https://doi.org/10.1080/14725843.2026.2653771 Silva, G. J. da. (2024). “Dar voz” ou “dar ouvidos” aos subalternizados? O “Sul global” em perspectiva na obra de Silvia Rivera Cusicanqui. Revista Tempo E Argumento, 16(43). https://doi.org/10.5965/2175180316432024e0108 Sippel, C. S., & Ucelo Jiménez, M. (2025). From epistemic erasure to epistemic resistance: autoethnographic reflections on the potential of body mapping in decolonising methodologies. Third World Quarterly, 46(14), 1774–1795. https://doi.org/10.1080/01436597.2025.2527813 : --- ---