Currículo

Transversalidade da Perspetiva de Género na Investigação 05245

Contextos

Groupo: Curso Institucional em Competências Transversais > Competências Académicas e Científicas (3.º Ciclo) > 2.º Semestre

ECTS

2.0 (para cálculo da média)

Objectivos

No final da UC, cada estudante deverá ser capaz de: OA1. Definir os conceitos de sexo, género, identidade de género e intersecionalidade, distinguindo-os com rigor terminológico. OA2. Identificar e exemplificar estereótipos e desigualdades de género presentes no contexto académico e científico. OA3. Contatar com as principais correntes epistemológicas sensíveis ao género e as suas implicações na produção de conhecimento. OA4. Criticar de forma fundamentada pressupostos androcêntricos em estudos científicos concretos. OA5. Diferenciar abordagens metodológicas relevantes e o seu contributo para a crítica da neutralidade científica. OA6. Identificar oportunidades e limitações de incorporação da dimensão de género no seu próprio projeto de investigação. OA7. Desenvolver uma proposta de integração da perspetiva de género adequada à sua área e nível de estudos.

Programa

CP1 - Fundamentos conceptuais. Revisão crítica dos conceitos estruturantes (sexo, género, intersecionalidade) e dos principais estereótipos e desigualdades de género no contexto científico. CP2 - Epistemologias sensíveis ao género. Análise das abordagens epistemológicas, incluindo: o standpoint feminism (Harding; Smith), o conhecimento situado (Haraway), a intersecionalidade (Crenshaw; Hill Collins), a objetividade forte (Harding) e o impacto que estas podem ter no desenho de pesquisas mais inclusivas. CP3 - Metodologias sensíveis ao género. Apresentação de estratégias metodológicas qualitativas e quantitativas para integrar a perspetiva de género em projetos de investigação: posicionamento da pessoa que investiga, instrumentos e métodos, análise de dados desagregados por sexo/género e linguagem inclusiva. CP4 – Crítica na investigação científica. Análise crítica da integração da dimensão de género em casos de investigação em diferentes domínios científicos.

Método de Avaliação

'Nesta UC, os/as estudantes podem optar pela avaliação ao longo do semestre ou pela avaliação por exame. Na avaliação ao longo do semestre, espera-se que os/as estudantes participem nas aulas, realizem um trabalho escrito individual sobre a integração da perspetiva de género na sua investigação e o apresentem oralmente. Os vários elementos de avaliação têm a seguinte ponderação na classificação final: - Trabalho individual (projeto individual escrito + apresentação oral) – 70% - A assiduidade (ou seja, a presença em pelo menos 80% das aulas: 4 aulas) e a participação nos debates nas aulas – 30% Avaliação final (100%) - Ainda que não seja recomendado, é possível optar pela avaliação final, através da entrega e defesa oral do projeto individual. Os critérios de avaliação do trabalho e do exame serão: qualidade da apresentação dos argumentos e das propostas conceptuais e metodológicas, reflexividade crítica e qualidade da forma. O uso de ferramentas de IA deve ser transparente, declarado e compatível com as regras de integridade académica, incluindo para o efeito a declaração de uso e indicação da prompt utilizada para geração de conteúdo.

Carga Horária

Carga Horária de Contacto -

Trabalho Autónomo - 39.0

Carga Total -

Bibliografia

Principal

  • 'Butler, Judith (2017). Problemas de género: feminismo e subversão da identidade. Lisboa: Orfeu Negro (1990- edição original) Collins, Patricia Hill, and Sirma Bilge (2016), Intersectionality, Hoboken, NJ: John Wiley & Sons. Connell, Raewyn 2014. Gender in World Perspective. Cambridge: Polity PresDivers Haraway, Donna (1988). Situated Knowledges: The Science Question in Feminism and the Privilege of Partial Perspective. Feminist Studies,14 (3), 575-599. https://doi.org/10.2307/3178066 Harding, Sandra (1987). Introduction: is there a feminist method? In S. Harding, Feminism and Methodology (pp. 1-15). Bloomington: Indiana University Press. Mies, Maria (1983). Towards a methodology for feminist research. In G. Bowles, & R. D. Klein, Theories of women's studies (pp. 117-138). Routledge & Kegan Paul. Smith, Dorothy. E. (1987). Women's perspective as a radical critique of sociology. In S. Harding, Feminism and Methodology (pp. 84-96). Bloomington: Indiana University Press.: --- ---

Secundária

  • 'Amâncio, Lígia (1994), Masculino e Feminino. A Construção Social da Diferença, Porto, Edições Afrontamento/ICS. Hughes, Christina, & Cohen, Rachel Lara (2010). Feminists really do count: the complexity of feminist methodologies. International Journal of Social Research Methodology, 13 (3), 189-196. https://doi.org/10.1080/13645579.2010.482249 Oakley, Ann (2016). Interviewing Women Again: Power, Time and the Gift. Sociology, Vol. 50(1), 195-213. https://doi.org/10.1177/0038038515580253 Pereira, Maria do Mar (2025),"Rethinking Power and Positionality in Debates about Citation: Towards a Recognition of Complexity and Opacity in Academic Hierarchies", The Sociological Review, 73 (6), 1179-1200.https://journals.sagepub.com/doi/10.1177/00380261241274872 Perez, Caroline Criado (2020). Mulheres Invisíveis. Como os dados configuram o mundo feito para os homens. Lisboa: Relógio D’Água. Stanley, Liz, & Wise, Sue (1993). Breaking out again - Feminist ontology and epistemology. New York: Routledge. Torres, Anália (2016). Porque precisamos de Estudos de Género, Feministas e de Estudos sobre as Mulheres? CIEG – Centro Interdisciplinar de Estudos de Género. https://tinyurl.com/368pvz3d: --- ---

Disciplinas de Execução