Currículo
Descendentes de Imigrantes e Educação 02041
Contextos
Groupo: Escola de Sociologia e Políticas Públicas > Optativas > Departamento de Sociologia > 2º Ciclo
Groupo: Escola de Sociologia e Políticas Públicas > Optativas > Departamento de Sociologia > 2º Ciclo
Groupo: Escola de Sociologia e Políticas Públicas > Optativas > Departamento de Sociologia > 2º Ciclo
ECTS
6.0 (para cálculo da média)
Objectivos
No final da unidade curricular, espera-se que os/as estudantes revelem ser capazes de: 1) Analisar a diversidade de modos de integração dos/das descendentes de imigrantes, considerando as especificidades da sociedade portuguesa. 2) Refletir criticamente, usando o conhecimento teórico e os resultados de investigação, sobre as condições e processos familiares e escolares que têm impacto na experiência e no desempenho escolar dos/as descendentes de imigrantes. 3) Comunicar de modo claro e conciso as teorias, conceitos e resultados de investigação no domínio temático da unidade curricular. 4) Analisar de forma informada a experiência dos/das filhos/as de imigrantes em domínios como a educação, família, pertença identitária, participação comunitária e artística.
Programa
As aulas serão organizadas segundo os seguintes conteúdos programáticos: 1. Introdução à unidade curricular 2. Migrações e dinâmicas identitárias 3. Processos de integração nas sociedades de acolhimento 4. Descendentes de imigrantes na escola portuguesa: presença, trajetos e resultados 5. Respostas à diversidade sociocultural: políticas de educação multi/intercultural 6. Invertendo a perspetiva: lusodescendentes e educação 7. Famílias imigrantes e educação 8. Comunidade, cultura e produção cultural 9. Aspirações, transições e mobilidade social 10. Balanço e orientações para trabalho final
Método de Avaliação
A avaliação na unidade curricular contempla duas modalidades: avaliação ao longo do semestre ou avaliação por exame. Avaliação ao longo do semestre Foi concebida para medir a progressão dos/as estudantes através de um conjunto de atividades que incluem: a participação nas aulas; o estudo da bibliografia; a pesquisa de informação (teórica e empírica); apresentação de um trabalho de grupo, e realização de um exercício individual em sala de aula. A avaliação ao longo do semestre inclui os seguintes instrumentos de avaliação: A. Apresentação de grupo (35% - até 7 valores). Esta apresentação tem por base a análise de um texto da bibliografia à escolha do grupo. A análise deverá ser sustentada na bibliografia de apoio e ser problematizadora, destacando a metodologia desenvolvida, os principais resultados e o que texto revela sobre os processos de integração dos/das descendentes de imigrantes. B. Realização de um exercício individual em sala de aula (65% - até 13 valores). Trata-se da realização de um exercício individual em sala de aula, com consulta de materiais manuscritos, com o objetivo de refletir sobre as teorias e problemáticas contactadas na UC. Ficam aprovados os/as estudantes que tenham uma nota igual ou superior a 10 valores no somatório dos instrumentos de avaliação. Todos os instrumentos de avaliação devem ser realizados: a não realização de um elemento significa a exclusão da modalidade de avaliação ao longo do semestre. Utilização de IA (Inteligência Artificial) Caso opte por utilizar ferramentas de IA, deve seguir princípios de uso ético, seguindo as políticas de integridade académica do Iscte e princípios como a transparência (divulgue sempre quando e como usa ferramentas de IA nas suas tarefas e trabalhos) e originalidade (as ferramentas de IA podem ser úteis para brainstorming, organização de ideias e refinamento de rascunhos, mas assegure-se de que o produto final reflete o seu pensamento e compreensão originais). Uma má utilização de IA pode levar à anulação do trabalho realizado. A utilização deve ser declarada tendo por base as recomendações constantes do Guia para uma Utilização Responsável da Inteligência Artificial em Trabalhos Académicos do Conselho Científico do Iscte. Avaliação por exame Em caso de opção, ou não cumprimento da avaliação ao longo do semestre, os/as estudantes podem recorrer a exame (1ª época e 2ª época), a que corresponderá a 100% da nota final, e que compreende todos os conteúdos programáticos trabalhados ao longo do semestre. O exame consiste num teste escrito com a duração de 2 horas. Os/as estudantes que a tal tenham direito legal podem ainda recorrer à época especial de avaliação. Dado o teor e metodologia da UC, os/as estudantes são encorajados/as a frequentá-la em regime de avaliação ao longo do semestre.
Carga Horária
Carga Horária de Contacto -
Trabalho Autónomo - 129.0
Carga Total -
Bibliografia
Principal
- Machado, F., & Matias, A. R. (2006). Descendentes de imigrantes nas sociedades de acolhimento: Linhas de identificação sociológica. CIES e-Working Paper (13/2006). Mateus, S. (2021). Futuros desiguais? Sonhos e projetos de filhos de imigrantes em Portugal. Mundos Sociais. Portes, A., Haller, W., & Fernández-Kelly, P. (2008). Filhos de imigrantes nos Estados Unidos. Tempo Social, 20(1), 13-50. Raposo, O. (2019). Arte e cultura: Aprendizagens informais na Afro-Lisboa. Mediações: Revista On-line da Escola Superior de Educação, 7(2), 37-52. Seabra, T. (2010). Adaptação e adversidade: O desempenho escolar dos alunos de origem indiana e cabo-verdiana no ensino básico. LICS-UL. Seabra, T., Roldão, C., Mateus, S., & Albuquerque, A. (2016). Caminhos escolares de jovens africanos (PALOP) que acedem ao ensino superior. Alto Comissariado para as Migrações (ACM).:
Secundária
- Abrantes, P., & Roldão, C. (2019). The (mis) education of African descendants in Portugal: Towards vocational traps? Portuguese Journal of Social Science, 18(1), 27-55. Almeida, S., & Nunes, L. C. (s.d.). Projeto: Inclusão ou discriminação? Da análise dos resultados escolares às estratégias para o sucesso dos alunos com origem imigrante. Centro de Investigação CICS.NOVA, Centro de Economia de Educação da Nova SBE e Associação EPIS – Empresários pela Inclusão Social. https://www.epis.pt/upload/documents/6079688a09a6b.pdf Araújo, M. (2018). As narrativas da indústria da interculturalidade (1991-2016): Desafios para a educação e as lutas anti-racistas. Investigar em Educação, 7, 9-35. Barros, S., & Albert, I. (2020). I feel more Luxembourgish, but Portuguese too: Cultural identities in a multicultural society. Integrative Psychological and Behavioral Science, 54(1), 72-103. Carone, R., Gaspar, S., Matias, A. R., & Lotta, G. S. (2025). “Eu falo português, você fala brasileiro”: Processos de categorização operados pelos professores a partir da perspetiva dos alunos de origem brasileira em Portugal. Sociologia, Problemas e Práticas, 107. Conselho Nacional de Educação. (2020a). Recomendação sobre a cidadania e a educação antirracista. https://www.cnedu.pt/content/deliberacoes/recomendacoes/REC_Cidadania_Educacao_Antirracista.pdf Conselho Nacional de Educação. (2020b). Recomendação sobre o acolhimento de migrantes e a construção de uma escola mais inclusiva. https://www.cnedu.pt/pt/noticias/cne/1751-recomendacao-sobre-o-acolhimento-de-migrantes-e-a-construcao-de-uma-escola-mais-inclusiva Conselho Nacional de Educação. (2026). Recomendação: Inclusão de alunos migrantes e o papel da disciplina de Português Língua Não Materna (PLNM). https://cnedu.pt/content/deliberacoes/recomendacoes/Recomendacoes_2026/Recomendacao_PLNM.pdf Crul, M., & Schneider, J. (2010). Comparative integration context theory: Participation and belonging in new diverse European cities. Ethnic and Racial Studies, 33(7), 1249-1268. Figueiredo, H. (Coord.), Sá, C. (Coord.), Flores, I., Araújo, M., Tavares, O., & Silva, P. L. (2026). Balanço anual da educação 2026. EDULOG, Fundação Belmiro de Azevedo. https://edulog.pt/storage/app/uploads/public/6a2/4df/f07/6a24dff07396e873509071.pdf Gaspar, S. (2018). Percursos migratórios e trajetórias de vida de descendentes de imigrantes chineses. Sociologia, Problemas e Práticas, 87, 109-127. Gaspar, S., & Iorio, J. (2022). Percursos intermitentes no acesso a carreiras artísticas entre jovens descendentes de imigrantes. Práxis Educativa, 17. Guerra, R., Rodrigues, R. B., Carmona, M., Barreiros, J., Aguiar, C., Alexandre, J., & Costa-Lopes, R. (2019). Inclusão e desempenho académico de crianças e jovens imigrantes: O papel das dinâmicas de aculturação. Observatório das Migrações, ACM, I.P. Guichard, E., Chimienti, M., Bolzman, C., & Le Goff, J. M. (2024). When national origins equal socio-economic background: The effect of the ethno-class parental background on the education of children coming of age in Switzerland. Journal of International Migration and Integration. Hortas, M. J. (2014). Educação e imigração: A integração dos alunos imigrantes nas escolas do ensino básico do centro histórico de Lisboa. ACIDI. Jardim, C., & Marques da Silva, S. (2021). Belonging among young people with migrant background in Portugal: Local, national, and transnational identifications. Social Identities, 27(2), 229-244. Machado, F. L., Matias, A. R., & Leal, S. F. (2005). Desigualdades sociais e diferenças culturais: Os resultados escolares dos filhos de imigrantes africanos. Análise Social, 176, 695-714. Mateus, S. (2019). Advantage in diversity: 9th grade pupils of mixed origin in Portugal. Portuguese Journal of Social Science, 18(1), 57-72. Mateus, S. (2019). “Antes de nos conhecerem, às vezes, tratam-nos mal”: Perceções sobre discriminação e diversidade étnica em contexto escolar. Mediações – Revista OnLine da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal, 7(2), 123-135. http://mediacoes.ese.ips.pt/index.php/mediacoesonline/article/view/231/pdf Noorani, S., Baïdak, N., Krémó, A., & Riiheläinen, J. (2019). Integrating students from migrant backgrounds into schools in Europe: National policies and measures. Eurydice Brief. Education, Audiovisual and Culture Executive Agency, European Commission. Nunes, A. (2014). Quase despercebidos: Identidade, pertença e participação social de crianças portuguesas e lusodescendentes na Alemanha. InterDISCIPLINARY Journal of Portuguese Diaspora Studies, 3(2). OECD. (2018). The resilience of students with an immigrant background: Factors that shape well-being. OECD Publishing. OECD. (2025). The integration of children of immigrants in OECD countries. OECD Publishing. https://doi.org/10.1787/acec9b49-en Portes, A., & Zhou, M. (1993). The new second generation: Segmented assimilation and its variants. Annals, 530, 74-96. Raposo, O., Varela, P., Simões, J. A., & Campos, R. (2021). “Nos e fidju la di gueto, nos e fidju di imigranti, fidju di Kabu Verdi”: Estética, antirracismo e engajamentos no rap crioulo em Portugal. Sociedade e Estado, 36, 269-291. Sardinha, J. (2012). Negociações identitárias dos luso-descendentes no Canadá através do futebol português e do hóquei no gelo canadiano. Etnográfica: Revista do Centro em Rede de Investigação em Antropologia, 16(1), 143-162. Seabra, T. (1999). Educação nas famílias: Etnicidade e classes sociais. Instituto de Inovação Educacional, Ministério da Educação. Seabra, T. (2007). Relações das famílias com a escolaridade e resultados escolares: Comparando alunos de origem cabo-verdiana, de origem indiana e autóctones. In P. Silva (Org.), Escolas, famílias e lares: Um caleidoscópio de olhares. Profedições. Seabra, T. (2026). Estrangeiros ou descendentes de imigrantes? A diferença que faz a diferença. In P. Ávila (Org.), Diversidades, língua(s) e inclusão: Desafios a enfrentar nos próximos anos. Conselho Nacional de Educação. Seabra, T., Cândido, A. F., & Tavares, I. (2023). Atlas dos alunos com origem imigrante: Quem são e onde estão nos ensinos básico e secundário em Portugal. Observatório das Desigualdades. https://doi.org/10.15847/CIESODAtlasAlunosOrigemImigrante Seabra, T., Mateus, S., Rodrigues, E., & Nico, M. (2011). Trajetos e projetos de jovens descendentes de imigrantes à saída da escolaridade básica. Alto-Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural, I.P. Seabra, T., & Cândido, A. F. (2019). Os alunos de nacionalidade estrangeira nos ensinos básico e secundário em Portugal Continental (2011/12 a 2016/17): Taxas de aprovação. Observatório das Desigualdades, ISCTE-IUL, CIES-IUL. Seabra, T., Mateus, S., Matias, A. R., & Roldão, C. (2018). Imigração e escolaridade: Trajetos e condições de integração. In R. M. do Carmo, J. Sebastião, S. C. Martins, J. Azevedo, & A. F. da Costa (Coords.), Desigualdades sociais: Portugal e a Europa (pp. 301-314). Mundos Sociais. Silva, M. C. Vieira, & Gonçalves, C. (2011). Diversidade linguística no sistema educativo português: Necessidades e práticas pedagógicas no ensino básico e secundário. ACIDI/OI. Van de Werfhorst, H. G., & Heath, A. (2019). Selectivity of migration and the educational disadvantages of second-generation immigrants in ten host societies. European Journal of Population, 35(2), 347-378.: