Currículo
Investigação Empírica em África - Métodos e Técnicas 03351
Contextos
Groupo: Estudos Africanos - 2021 > 3º Ciclo > Parte Escolar > Unidades Curriculares Obrigatórias
ECTS
6.0 (para cálculo da média)
Objectivos
No final da UC, o/a estudante deverá ser capaz de: (1) discutir debates epistemológicos sobre a produção de conhecimento em/sobre África; (2) formular problemas e questões de investigação adequados a realidades africanas contemporâneas; (3) conceber desenhos qualitativos ou mistos e operacionalizar conceitos; (4) aplicar técnicas de recolha (entrevistas, observação, inquéritos, análise documental) de forma ética e rigorosa; (5) refletir sobre posição do/a investigador/a, acesso e desafios do trabalho de campo; (6) utilizar ferramentas digitais para gestão e análise de dados.
Programa
1) Fundamentos e epistemologias da investigação em África: heranças coloniais, abordagens decoloniais; Africana Studies vs African Studies; instituições e redes (CODESRIA, OSSREA, UNECA); reflexividade e ética. 2) Desenho de investigação: da questão à operacionalização; estudos de caso, comparação, triangulação e métodos mistos. 3) Métodos quantitativos em contextos africanos 4) Métodos qualitativos em contextos africanos: negociação de acesso, entrevistas, histórias de vida, observação participante; pesquisa documental, arquivos e fontes orais; introdução a ferramentas digitais (p.ex. MAXQDA, KoboToolbox).
Método de Avaliação
A avaliação é contínua e centrada na produção de uma proposta de investigação. • Proposta de investigação individual (2.500–3.000 palavras), incluindo enquadramento, pergunta(s), desenho metodológico, estratégia de amostragem, técnicas de recolha/análise e considerações éticas – 60%. • Apresentação oral final: defesa pública da proposta com debate – 20%. • Participação e assiduidade: discussão de leituras, exercícios em aula e contributos em seminário – 20%. Critérios: clareza e pertinência da pergunta, coerência do desenho, adequação metodológica ao contexto, rigor ético e qualidade da escrita/argumentação.
Carga Horária
Carga Horária de Contacto -
Trabalho Autónomo - 132.0
Carga Total -
Bibliografia
Principal
- • Bell, J. 1997, Como realizar um projecto de investigação : um guia para a pesqui-sa em ciências sociais e da educação (rev. científica de José Machado Pais), Lisboa, Gradiva • Bob-Milliar, G. M. (2020). Introduction: Methodologies for researching Africa. Afri-can Affairs, 119(476), 1-11. https://doi.org/10.1093/afraf/adaa009 • Bryman, A. 2012 (4th edition) Social research methods. Oxford : Oxford University Press:
Secundária
- • Bell, J. 1997, Como realizar um projecto de investigação : um guia para a pesqui-sa em ciências sociais e da educação (rev. científica de José Machado Pais), Lisboa, Gradiva • Bob-Milliar, G. M. (2020). Introduction: Methodologies for researching Africa. Afri-can Affairs, 119(476), 1-11. https://doi.org/10.1093/afraf/adaa009 • Bryman, A. 2012 (4th edition) Social research methods. Oxford : Oxford University Press • Chigevenga, R. (2022). Decolonising research methodologies in the Global South: Expe-riences of an African social scientist. African Journal of Social Work, 12(4), 447–453. https://www.ajol.info/index.php/ajsw/article/view/237971 • Council for the Development of Social Science Research in Africa (CODESRIA). (2021). Guidelines for research ethics in Africa. Dakar, Senegal: CODESRIA. https://www.codesria.org/spip.php?article3109 • Creswell, J. W., & Creswell, J. D. (2021). Projeto de pesquisa: métodos qualitativo, quanti-tativo e misto (5.ª ed.). Porto Alegre: Penso. • George, A., & Bennett, A. (2005). Case Studies and Theory Development in the Social Sciences. MIT Press • Hountondji, P. J. (2009). Knowledge of Africa, knowledge by Africans: Two perspectives on African Studies. RCCS Annual Review, 1(1). https://doi.org/10.4000/rccsar.174 • Mbembe, A. J. (2016). Decolonizing the university: New directions. Arts & Humanities in Higher Education, 15(1), 29–45. https://doi.org/10.1177/1474022215618513 • Mkandawire, T. (1997). The social sciences in Africa: Breaking local barriers and negoti-ating international presence. African Studies Review, 40(2), 15–36. https://doi.org/10.2307/524854 • Mudimbe, V. Y. 1988, The invention of Africa: Gnosis, Philosophy, and the Order of Knowledge, London, James Currey • Ndlovu-Gatsheni, S. J. (2018). Introduction: The dynamics of epistemic freedom in Africa. In Epistemic freedom in Africa: Deprovincialization and decolonization (pp. 1–24). Routledge. https://doi.org/10.4324/9780429507257 • Ndlovu-Gatsheni, S. J. (2018). Rhodes must fall. In Epistemic freedom in Africa: Depro-vincialization and decolonization (pp. 245–278). Routledge. https://doi.org/10.4324/9780429507257 • Nyamnjoh, F. B. (2012). “Blinded by sight: Divining the future of anthropology in Africa.” Africa Spectrum, 47(2–3) • Nordstrom, C.; Robben, A. (ed.), 1995, Fieldwork under fire : contemporary studies of violence and survival, Berkeley, University of California Press • Oshodi, A.-G. T. (2025). Towards circular consent in African Studies: Notes on methodol-ogy. Nordic Journal of African Studies, 34(2), 159–174. https://www.njas.fi/njas/article/view/1020 • Pellerin, M. (2012). Benefits of Afrocentricity in exploring social phenomena: Understand-ing Afrocentricity as a social science methodology. Journal of Pan African Studies, 5(4), 149–160. https://www.jpanafrican.org/docs/vol5no4/5.4BenefitsOfAfrocentricity.pdf • Pujadas, J. J. 1992, El método biográfico: el uso de las historias de vida en ciencias so-ciales, Madrid, Centro de Investigaciones Sociológicas • Roriz, M.; Padez, C. 2017. “A regulação ética da investigação e os desafios postos à prática etnográfica”. Etnográfica, 21(1): 75-95. • Smith, L. T. (2021). Decolonizing Methodologies: Research and Indigenous Peoples (3ª ed.). Zed Books. Recuperado de https://www.bloomsbury.com/us/decolonizing-methodologies-9781786998125/ • The Nuremberg Code. (1996). British Medical Journal, 313(7070), 1448. https://doi.org/10.1136/bmj.313.7070.1448: