Currículo

Sociologia do Ambiente L5134

Contextos

Groupo: Sociologia - PL > 1º Ciclo > Sociologia > Optativas em Sociologias Especializadas - 3º Ano, 2º Semestre

Groupo: Sociologia - PL > 1º Ciclo > Sociologia > Optativas em Sociologias Especializadas - 3º Ano, 1º Semestre

Groupo: Sociologia - PL > 1º Ciclo > Sociologia > Optativas em Sociologias Especializadas - 3º Ano, 2º Semestre

ECTS

6.0 (para cálculo da média)

Objectivos

No final da UC, os/as estudantes deverão ser capazes de: 1) explicar e comparar perspetivas da Sociologia do Ambiente e os mecanismos que relacionam sociedade e natureza; 2) distinguir evidência, interpretação, enquadramento e incerteza em dados, discursos e controvérsias; 3) analisar a produção institucional da degradação ambiental, considerando capitalismo, Estado, mercados, organizações, tecnologias e infraestruturas; 4) avaliar desigualdades de risco, dano, benefício, reconhecimento, participação e adaptação segundo classe, género, racialização, território e posição mundial; 5) relacionar escalas locais, nacionais e globais; 6) construir uma análise sociológica fundamentada de um caso, articulando conceitos, dados, documentos e interpretações concorrentes; 7) comunicar e defender a análise por escrito e oralmente, documentando fontes, decisões e uso de IA. Estes resultados são desenvolvidos por exposição, leitura, laboratórios, projeto, feedback e aplicação individual.

Programa

Bloco I (1–3) — Diagnóstico e fundamentos: crise socioecológica; sociedade-natureza e HEP/NEP; construção dos problemas, risco, evidência e controvérsia; Antropoceno; ciência e tecnologia. Bloco II (4–5) — Economia política e instituições: capitalismo, extração e resíduos; metabolic rift e treadmill of production; Estado e mercados; modernização ecológica, infraestruturas, carbon lock-in e greenwashing. Bloco III (6–8) — Justiça, desigualdades e vulnerabilidade: justiça ambiental/climática; classe, género, racialização, colonialidade, território e Norte-Sul; ambientalismo dos pobres; transição justa, energia, minerais e extrativismo verde; perigo, exposição, vulnerabilidade e adaptação. Bloco IV (9–10) — Práticas, conflito e transformação: práticas quotidianas; emoções e responsabilidade; movimentos, contramovimentos, negacionismo e alternativas. Aulas 11–12: apresentação, defesa e projetos; síntese da UC.

Método de Avaliação

A avaliação ao longo do semestre integra três componentes formais. A) Dossier analítico final — 45% (grupo): análise sociológica coerente e fundamentada de um caso, construída e revista progressivamente. Inclui delimitação e relevância; pergunta e evolução; enquadramento conceptual; cronologia, atores, instituições e escalas; avaliação crítica de fontes, documentos e dados; análise teoria-evidência; interpretações concorrentes, incertezas e limites; conclusão; divisão de tarefas, decisões metodológicas e uso de IA. Extensão indicativa: 10–12 páginas de texto principal, excluindo capa, bibliografia e anexos. B) Exercício individual presencial — 30%: 75–90 minutos, na aula 10, sobre um caso diferente; exige identificar o problema sociológico, aplicar conceitos, interpretar evidência, argumentar e reconhecer uma limitação ou alternativa. É permitida consulta limitada a materiais preparados pelo/a estudante, nos termos do enunciado. C) Apresentação e defesa oral — 25%: nas aulas 11–12, cerca de 35–40 minutos por grupo; apresentação coletiva do caso, argumento e evidência — 10%; defesa oral individual de escolhas, fontes, dados, contributos, incertezas e limites — 15%. Exercícios, fichas, mapas, matrizes, versões preliminares e três pontos de controlo (aulas 2–3, 5–6 e 10) são formativos, recebem feedback e não têm classificação autónoma. Condições de acesso/aprovação: entregar o dossier, participar na apresentação/defesa e realizar o exercício; mínimo de 8 valores no conjunto das componentes individuais e de 8 valores no conjunto das coletivas. Avaliação por exame: prova escrita individual de 3 horas sobre todos os conteúdos, combinando comparação teórica, interpretação de evidência e análise de caso; substitui integralmente a avaliação ao longo do semestre, segundo as normas aplicáveis.

Carga Horária

Carga Horária de Contacto -

Trabalho Autónomo - 113.0

Carga Total -

Bibliografia

Principal

  • Almeida, P. (Ed.). (2025). The Oxford handbook of climate action. Oxford University Press. Dryzek, J. S., Norgaard, R. B., & Schlosberg, D. (2013). Climate-challenged society. Oxford University Press. Dunlap, R. E., & Brulle, R. J. (Eds.). (2015). Climate change and society: Sociological perspectives. Oxford University Press. Hannigan, J. (2022). Environmental sociology (4th ed.). Routledge. Klinenberg, E., Araos, M., & Koslov, L. (2020). Sociology and the climate crisis. Annual Review of Sociology, 46, 649–669. Martínez-Alier, J. (2002). The environmentalism of the poor: A study of ecological conflicts and valuation. Edward Elgar. Pellow, D. N., & Brehm, H. N. (2013). An environmental sociology for the twenty-first century. Annual Review of Sociology, 39, 229–250. Schlosberg, D. (2007). Defining environmental justice: Theories, movements, and nature. Oxford University Press.:

Secundária

  • BIBLIOGRAFIA SECUNDÁRIA Anguelovski, I., & Martínez-Alier, J. (2014). The “environmentalism of the poor” revisited: Territory and place in disconnected glocal struggles. Ecological Economics, 102, 167–176. Beck, U. (1992). Risk society: Towards a new modernity. Sage. Catton, W. R., Jr., & Dunlap, R. E. (1978). Environmental sociology: A new paradigm. The American Sociologist, 13(1), 41–49. de Moor, J., De Vydt, M., Uba, K., & Wahlström, M. (2021). New kids on the block: Taking stock of the recent cycle of climate activism. Social Movement Studies, 20(5), 619–625. Dunlap, R. E., & McCright, A. M. (2011). Organized climate change denial. In J. S. Dryzek, R. B. Norgaard, & D. Schlosberg (Eds.), The Oxford handbook of climate change and society (pp. 144–160). Oxford University Press. Elliott, R. (2018). The sociology of climate change as a sociology of loss. European Journal of Sociology, 59(3), 301–337. Foster, J. B. (1999). Marx’s theory of metabolic rift: Classical foundations for environmental sociology. American Journal of Sociology, 105(2), 366–405. Gould, K. A., Pellow, D. N., & Schnaiberg, A. (2004). Interrogating the treadmill of production: Everything you wanted to know about the treadmill but were afraid to ask. Organization & Environment, 17(3), 296–316. Haraway, D. J. (2015). Anthropocene, Capitalocene, Plantationocene, Chthulucene: Making kin. Environmental Humanities, 6(1), 159–165. Heffron, R. J., & McCauley, D. (2018). What is the “just transition”? Geoforum, 88, 74–77. Intergovernmental Panel on Climate Change. (2023). Climate change 2023: Synthesis report. IPCC. Latour, B. (2014). Agency at the time of the Anthropocene. New Literary History, 45(1), 1–18. Lidskog, R., & Waterton, C. (2016). Anthropocene—A cautious welcome from environmental sociology? Environmental Sociology, 2(4), 395–406. Martínez-Alier, J., Temper, L., Del Bene, D., & Scheidel, A. (2016). Is there a global environmental justice movement? The Journal of Peasant Studies, 43(3), 731–755. Mitchell, T. (2011). Carbon democracy: Political power in the age of oil. Verso. Mol, A. P. J. (2000). Ecological modernisation theory in debate: A review. Environmental Politics, 9(1), 17–49. Schlosberg, D., & Coles, R. (2016). The new environmentalism of everyday life: Sustainability, material flows and movements. Contemporary Political Theory, 15(2), 160–181. Schlosberg, D., & Collins, L. B. (2014). From environmental to climate justice: Climate change and the discourse of environmental justice. WIREs Climate Change, 5(3), 359–374. Shove, E. (2010). Beyond the ABC: Climate change policy and theories of social change. Environment and Planning A, 42(6), 1273–1285. Temper, L., Del Bene, D., & Martínez-Alier, J. (2015). Mapping the frontiers and front lines of global environmental justice: The EJAtlas. Journal of Political Ecology, 22(1), 255–278. Unruh, G. C. (2000). 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Energy Sources, Part B: Economics, Planning, and Policy, 16(11–12), 1048–1063. https://doi.org/10.1080/15567249.2021.1922547 Wallace, R., Schwemmlein, K., & Batel, S. (2025). Solar industrialization, “sacrifice zones,” and new environmental movements: Emerging discourses of commonality and critique in Portugal’s energy transition. Sustainability Science, 20, 1293–1312. https://doi.org/10.1007/s11625-025-01661-3:

Disciplinas de Execução