Currículo

Relações Internacionais em África 00561

Contextos

Groupo: Estudos Africanos - 2018 > 2º Ciclo > Parte Escolar > Unidades Curriculares Obrigatórias

ECTS

6.0 (para cálculo da média)

Objectivos

No final da unidade curricular, cada estudante deverá ter adquirido as competências necessárias para: OA1 - compreender e analisar o lugar de África, enquanto objeto empírico e enquanto problema teórico, nas Relações Internacionais. OA2 - identificar contributos derivados da experiência de países Africanos para debates teóricos sobre temáticas especializadas de Relações Internacionais. OA3 - distinguir problemáticas relacionadas com as realidades sociais, culturais, económicas e políticas africanas no mundo contemporâneo.

Programa

1. África e Relações Internacionais 1.1. Conceitos e debates das Relações Internacionais 1.2. Os lugares de África nas Relações Internacionais 1.3. África e o pensamento global de Relações Internacionais 2. África no sistema internacional contemporâneo 2.1. Segurança internacional 2.2. Instituições regionais africanas 2.3. África, grandes potências e potências emergentes 3. Contextos e temas 3.1. Mobilidade humana 3.2. Conflitos e relações civis-militares 3.3. Saúde e alterações climáticas

Método de Avaliação

1. Avaliação ao longo do semestre a) Assiduidade e participação ativa nas aulas (mínimo de 60% de assistência a aulas) - 20% b) Apresentação oral em simulação de Sessão de Emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre África - 30% c) Ensaio individual de revisão de 4 artigos académicos publicados em revistas científica, pré-aprovados pelo docente (3000 a 4000 palavras) - 50% OU 2 - Avaliação por exame d) Exame final - 100% Informação adicional sobre a avaliação ao longo do semestre: a) A participação ativa nas aulas refere-se à participação em debates centrados em conceitos e análises de excertos de textos, a par de um trabalho prévio em aula ou autonomamente fora do espaço da aula. Neste item, considera-se o rigor conceptual, o pensamento crítico e a construção de um discurso coerente e informado. b) Nesta componente, avalia-se o trabalho realizado com base no roteiro fornecido pelo docente e a dramatização realizada em aula. c) O ensaio individual consiste numa análise crítico-comparativa de 4 artigos académicos publicados em revistas científicas. A proposta de artigos a utilizar deve ser pré-validada pelo docente e enquadrar-se numa lista pré-determinada de temas disponibilizada no início do semestre. O estudante deve: (i) identificar pontos de convergência e divergência entre os argumentos, quadros teóricos e conclusões dos quatro artigos selecionados; (ii) relacionar essas convergências e divergências com, pelo menos, um debate conceptual discutido em aula; (iii) apresentar um posicionamento crítico próprio e fundamentado, que articule os quatros artigos entre si e não se limite a uma leitura isolada de cada um. A avaliação valoriza sobretudo a qualidade da comparação e do posicionamento crítico. A deteção de plágio nos ensaios implica a anulação da prova de avaliação. Em caso de deteção de uso de IA, prevê-se a realização de uma prova oral complementar. Recomenda-se a consulta do Guia para uma Utilização Responsável da Inteligência Artificial em Trabalhos Académicos do Conselho Científico do Iscte. Informação adicional sobre a avaliação por exame: d) O exame final incidirá sobre toda a matéria lecionada ao longo do semestre.

Carga Horária

Carga Horária de Contacto -

Trabalho Autónomo - 129.0

Carga Total -

Bibliografia

Principal

  • Cornelissen, S., Cheru, F., Shaw, T. (eds.) (2012). Africa and International Relations in the 21st Century. London: Palgrave Macmillan. Cooper, F. (2016). Histórias de África. Capitalismo, Modernidade, Globalização. Lisboa: Ed 70. Clapham, C. (1996). Africa and the International System: The Politics of State Survival. Cambridge: Cambridge University Press. Warner, J., Shaw, T. M. (eds.) (2018). African Foreign Policies in International Institutions. New York: Palgrave Macmillan. Oloruntoba, S. O., Falola, T. (eds.) (2021). The Palgrave Handbook of Africa and the Changing Global Order. Cham: Palgrave Macmillan. Edozie, R. K., Khisa, M. (2022). Africa's New Global Politics: Regionalism in International Relations. London: Lynne Rienner.:

Secundária

  • 1. África e as Relações Internacionais 1.1. Conceitos e debates nas Relações Internacionais Gani, Jasmine K. & Jenna Marshall (2022). The impact of colonialism on policy and knowledge production in International Relations. International Affairs, 98(1): 5-22. Diaz, José Alejandro S. Barrios Díaz (2024). Vestígios do Império: O internacional e o colonial no mundo westfaliano. Relações Internacionais 83: 107-123. 1.2. Os lugares de África nas Relações Internacionais Niang, Amy (2016). The imperative of African perspectives on International Relations (IR). Politics, 36(4): 453-466. Fasakin, Akinbode (2018). A África e a Historiografia das Relações Internacionais. Revista Brasileira De Estudos Africanos, 3(5): 9-31. 1.3. África e o pensamento global nas Relações Internacionais Abrahamsen, Rita (2017). Africa and International Relations: Assembling Africa: Studying the World. African Affairs, 116(462): 125-139. Scotelaro, Marina & Brener Seixas (2013). O ponto de partida para um repensar de África nas relações internacionais: as origens das contribuições pan-africanistas. Conjuntura Internacional, 10(3): 15-23. Soares de Oliveira, Ricardo (2009). A África desde o fim da Guerra Fria. Relações Internacionais 24, 93-114. 2. África no sistema internacional contemporâneo 2.1. Segurança internacional Freire, Maria Raquel, Paula Duarte Lopes & Daniela Nascimento (2016). 'Responsibility to protect' and the African Union: Assessing the AU's capacity to respond to regional complex humanitarian and political emergencies. African Security Review, 25(3): 223-241. Cardoso, Nilton César Fernandes Cardoso. Segurança Regional no Chifre de África: Conflitos, Atores, Agendas e Ameaças. Porto Alegre: CEBRAFICA-UFRGS, 2020. 2.2. Instituições regionais africanas Onapajo, Hakeem & Dele Bababola (2024). ECOWAS and the challenge of preventing a resurgence of coups d'état in West Africa: An assessment of the 'Zero Tolerance' policy. South African Journal of International Affairs, 31(1): 23-44. Assis, Caroline Chagas de, Renata Albuquerque Ribeiro & Ana Saggioro Garcia (2022). Integração regional africana: panorama, avanços e desafios. Boletim de Economia e Política Internacional 32: 135-183. 2.3. África, grandes potências e potências emergentes Soulé, Folashadé (2020). 'Africa+1' summit diplomacy and the 'new scramble' narrative: Recentering African agency. African Affairs, 119(477): 633-646. Dias, Alexandra Magnólia & Carmen Amado Mendes 2020. A China e África em ascensão: trajetórias mutuamente reforçadas ou novas dependências? Relações Internacionais 65: 5-12. 3. Contextos e temas 3.1. Mobilidade humana Whitaker, Beth Elise (2017). Migration within Africa and Beyond. African Studies Review, 60(2): 209-220 Patrício, Gonçalves & João Peixoto (2018). Migração Forçada na África Subaariana: Alguns subsidios sobre os refugiados em Moçambique. REMHU - Revista Interdisciplinar de Mobilidade Humana, 26(54): p. 11-30. 3.2. Conflitos e relações civis-militares Abrahamsen, Rita (2018). Return of the generals? Global militarism in Africa from the Cold War to the present. Security Dialogue, 49(1-2): 19-31. Monié, Frédéric & José Guambe. “África: Os conflitos na África Subsaariana: Territórios, Redes e Escalas da Confflitualidade no Sahel Central”. In Daniel Azevedo e Ricardo Nogueira (eds.), Geografia política: base conceitual e diversidade temática (368-395). Brasília: Calendria, 2023. 3.3. Saúde e alterações climáticas Mantlana, Brian & Basanda Nondlazi (2024). Understanding the African Group of Negotiators in the multilateral negotiations on climate change. South African Journal of International Affairs, 31(1): 1-21. Brito, Brígida (2023). Da cooperação climática aos desafios que persistem na África Subsariana. Janus 2023 - Anuário de Relações Exteriores, 1-4.:

Disciplinas de Execução