Ficha Unidade Curricular (FUC)

Informação Geral / General Information


Código :
00011
Acrónimo :
00011
Ciclo :
2.º ciclo
Língua(s) de Ensino :
Português (pt)
Língua(s) amigável(eis) :
--

Carga Horária / Course Load


Semestre :
2
Créditos ECTS :
6.0
Aula Teórica (T) :
0.0h/sem
Aula Teórico-Prática (TP) :
20.0h/sem
Aula Prática e Laboratorial (PL) :
0.0h/sem
Trabalho de Campo (TC) :
0.0h/sem
Seminario (S) :
0.0h/sem
Estágio (E) :
0.0h/sem
Orientação Tutorial (OT) :
1.0h/sem
Outras (O) :
0.0h/sem
Horas de Contacto :
21.0h/sem
Trabalho Autónomo :
129.0
Horas de Trabalho Total :
150.0h/sem

Área científica / Scientific area


Sociologia

Departamento / Department


Departamento de Sociologia

Ano letivo / Execution Year


2026/2027

Pré-requisitos / Pre-Requisites


Nenhum.

Objetivos Gerais / Objectives


A. Identificar as principais abordagens teóricas da literatura sobre relações de trabalho e sindicalismo. B. Conhecer os instrumentos de ação institucional de representantes dos trabalhadores e dos empregadores na regulação do mercado de trabalho. C. Compreender histórica e comparativamente o papel dos atores sociais das relações laborais. D. Refletir sobre os problemas atuais e os desafios para o futuro das relações laboriais, do sindicalismo e do associativismo patronal.

Objetivos de Aprendizagem e a sua compatibilidade com o método de ensino (conhecimentos, aptidões e competências a desenvolver pelos estudantes) / Learning outcomes


Desenvolver um conhecimento introdutório do vasto campo, da literatura e das diversas abordagens das relações laborais, do sindicalismo e do associativismo patronal. Desenvolver capacidade de analisar problemas atuais das relações laborais, do sindicalismo e do associativismo patronal.

Conteúdos Programáticos / Syllabus


1. Introdução e contextualização dos principais conceitos e teorias das relações laborais e do sindicalismo. 2. Diálogo social e democracia. 3. Democracia industrial: as várias formas de representação dos trabalhadores e a negociação coletiva. 4. Da regulação fordista à desregulação neoliberal das relações de emprego. 5. Conflitos de trabalho, protesto e greves. 6. Os sindicatos e associações de empregadores como organizações burocráticas. 7. A crise e revitalização do sindicalismo. 8. Padrões de relações laborais e o modelo social europeu. 9. Relações laborais em Portugal. 10. Novos atores sociais, novas formas de ação coletiva e o futuro das relações laborais.

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da UC / Evidence that the curricular unit's content dovetails with the specified learning outcomes


Trata-se da primeira de uma sequência de cadeiras que procuram introduzir o campo das relações laborais. O programa situam o estudo das relações laborais nos contextos da evolução e das transformações do mundo do trabalho e das relações do trabalho e de emprego

Avaliação / Assessment


A avaliação ao longo do semestre é baseada em: 20% Assiduidade e participação nas aulas. 80% Trabalho escrito individual. Cada aluno/a pode escolher uma das seguintes opções para o trabalho: A) Um ensaio, sobre um ou mais temas do programa, baseado na análise de um mínimo de 8 artigos científicos de relevo publicadosna última década em revistas da especialidade; B) Um dossier sobre a negociação de uma convenção coletiva de trabalho, de um conflito de trabalho, ou de uma campanha sindicalrecente, baseado na recolha de material empírico. Não há exame final.

Metodologias de Ensino / Teaching methodologies


O funcionamento combinará lecionação, trabalho autónomo e discussão.

Demonstração da coerência das metodologias de ensino e avaliação com os objetivos de aprendizagem da UC / Evidence that the teaching and assessment methodologies are appropriate for the learning outcomes


A lecionação terá como objetivo a introdução de conceitos, dados e perspetivas a aprofundar através da leitura orientada, discussão e o trabalho autónomo de pesquisa bibliográfica e síntese.

Observações / Observations


--

Bibliografia Principal / Main Bibliography


Barry, M. & Wilkinson, A. (2011). Reconceptualising employer associations under evolving employment relations: countervailing power revisited. Work, employment and society 25(1), 149–162. | Ebbinghaus, B., & Visser, J. (2000). Trade unions in Western Europe since 1945. Palgrave Macmillan. | Freire, J., Rego, R. & Rodrigues, C. (2014). Sociologia do trabalho: Um aprofundamento. Afrontamento. | Hyman, R. (2001). Understanding European trade unionism: Between market, class and society. Sage. | Offe, C. (1988). Partidos políticos y nuevos movimientos sociales. Editorial Sistema. ISBN: 84-86497-06-X | Olson, M. (2018 - 1965). A lógica da ação coletiva: Bens públicos e teoria dos grupos. Editora Almedina. | Rego, R., & Costa, H. A. Eds. (2022). The Representation of workers in the digital era: Organizing a heterogeneous workforce. Palgrave Macmillan. | Traxler, F. & Huemer, G. (2007). Handbook of Business Interest Associations, Firm Size and Governance A Comparative Analytical Approach. Routledge.

Bibliografia Secundária / Secondary Bibliography


Barreto, J. M. T. (1991). A formação das centrais sindicais e do sindicalismo contemporâneo em Portugal (1968–1990) [Dissertação de doutoramento, Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa]. Repositório da Universidade de Lisboa. | Brandl, B & Lehr, A. (2007). The strange non-death of employer and business associations: An analysis of their representativeness and activities in Western European countries. Economic and Industrial Democracy 2019, Vol. 40(4) 932–953. Radboud University, Institute for Management Research, Department of Political Science, The Netherlands | Crouch, C., & Streeck, W. (Eds.). (2006). The diversity of democracy: Corporatism, social order and political conflict. Edward Elgar Publishing | Dray, G. (Coord.). (2016). Livro verde sobre as relações laborais. Gabinete de Estratégia e Planeamento do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social. | Frege, C. M., & Kelly, J. E. (Eds.). (2013). Comparative employment relations in the global economy (1st ed.). Routledge. | Gumbrell-McCormick, R., & Hyman, R. (2013). Trade unions in Western Europe. Oxford University Press. | Lehndorff, S., Dribbusch, H., & Schulten, T. (Eds.). (2018). Rough waters: European trade unions in a time of crises. ETUI. | Pires de Lima, M., et al. (1992). A acção sindical e o desenvolvimento: Uma intervenção sociológica em Setúbal. Edições Salamandra. | Rego, R. (Org.). (2023). Representatividade de organizações sindicais e de empregadores em Portugal: Resultados do Projeto REP. Sílabo. | Rosa, M. T. S. (1997). Sindicalismo e movimento operário: Os metalúrgicos de Setúbal. Edições Afrontamento. | Smelser, N. J., & Swedberg, R. (Eds.). (2005). The handbook of economic sociology (2.ª ed.). Princeton University Press. | Stoleroff, A. (2016). The Portuguese labour movement and industrial democracy: From workplace revolution to a precarious quest for economic justice. Transfer: European Review of Labour and Research, 22(1), 101–119. | Touraine, A., Wieviorka, M., & Dubet, F. (1984). Le mouvement ouvrier. Librairie Arthème Fayard. | Yon, K. (2016). A long-awaited homecoming: The labour movement in social movements studies. In O. Fillieule & G. Accornero (Eds.), Social movement studies in Europe: The state of the art (pp. 54–68). Berghahn. | Wilkinson, A., Bacon, N., Redman, T., & Lepak, D. P. (Eds.). (2019). The SAGE handbook of human resource management (2ª ed.). SAGE Publications.

Data da última atualização / Last Update Date


2026-05-07