Ficha Unidade Curricular (FUC)
Informação Geral / General Information
Carga Horária / Course Load
Área científica / Scientific area
Antropologia
Departamento / Department
Departamento de Antropologia
Ano letivo / Execution Year
2026/2027
Pré-requisitos / Pre-Requisites
Não se aplica.
Objetivos Gerais / Objectives
O objetivo fundamental do seminário “Teoria Antropológica” é a criação de um espaço de caracterização e discussão de algumas das principais tendências e debates que caracterizam a antropologia contemporânea. O programa estrutura-se de acordo com quatro módulos que propõem abordagens interligadas e complementares a alguns grandes tópicos da agenda da antropologia contemporânea. Num primeiro momento, serão apresentadas algumas das questões centrais da antropologia moderna. Num segundo é proposta uma abordagem a discussões contemporâneas sobre cosmologias, agencialidade e modos de produção do social. Segue-se um bloco focado nas relações entre etnografia e antropologia, entre abordagem teórica e abordagem analítica e usos da comparação. No final do seminário serão abordadas questões de natureza epistemológica relacionadas com processos de categorização, a produção de conhecimento e as noções de extração e de extrativismo.
Objetivos de Aprendizagem e a sua compatibilidade com o método de ensino (conhecimentos, aptidões e competências a desenvolver pelos estudantes) / Learning outcomes
OA1 - Formação avançada nos principais debates teóricos contemporâneos. OA2 - Desenvolvimento de competências teóricas e analíticas. OA3 - Capacitar para a elaboração de estados da arte. OA4 - Desenvolver espirito critico.
Conteúdos Programáticos / Syllabus
1. A ANTROPOLOGIA HOJE. UM BALANÇO 2. COSMOLOGIAS, SUJEITOS, RELACIONAMENTOS. Modos de produção do social, Agencialidades, Alteridade e Ontologias. Antropoceno 3. RELAÇÕES ENTRE ANTROPOLOGIA E ETNOGRAFIA E USOS DA COMPARAÇÃO Abordagem teórica e abordagem analítica. 4. PROCESSOS DE CATEGORIZAÇÃO Categorias, classificações e suas implicações nas pessoas.
Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da UC / Evidence that the curricular unit's content dovetails with the specified learning outcomes
OA1 - Através da leitura e debate de textos recentes e o foco temático em abordagens e debates dos últimos 10 anos. OA2 - Através dos debates em contexto de aula (blocos 1 a 4 dos conteúdos programáticos) e dos exercícios de avaliação propostos. OA3 - Através dos debates em contexto de aula (blocos 1 a 4 dos conteúdos programáticos) e dos exercícios de avaliação propostos. OA4 - Através da leitura crítica e debate dos textos seleccionados (blocos 1 a 4 dos conteúdos programáticos), com o debate em contexto de aula e o estímulo da leitura, argumentação e contra-argumentação.
Avaliação / Assessment
O(a)s estudantes deverão ler os textos de referência indicados para as sessões. Deverão também apresentar um texto constante da bibliografia e assinalado com um asterisco. A apresentação individual no seminário far-se-á sob a forma de um ensaio que não poderá exceder três páginas (TNR, corpo 12, 1,5 linhas de intervalo) (30%). A assiduidade e a participação nas discussões (10%) constituem elementos avaliativos. No final do semestre deverá ser apresentado um ensaio final individual (16 páginas TNR, corpo 12, 1,5 linhas de intervalo) que deverá proceder à discussão e aprofundamento dos temas mais englobantes tratados em seminário e deverá recorrer a pelo menos seis referências bibliográficas constantes da bibliografia do seminário (60%). O prazo de entrega do ensaio final é janeiro 2027.
Metodologias de Ensino / Teaching methodologies
M1- Cada sessão é baseada na leitura prévia de um ou mais textos. M2- Em cada sessão um a dois alunos devem fazer apresentação crítica do texto indicado. M3- À discussão do texto pelos alunos segue-se sistematização crítica pelo docente. M4- O ensaio final consiste num estado da arte sobre os temas englobantes do programa.
Demonstração da coerência das metodologias de ensino e avaliação com os objetivos de aprendizagem da UC / Evidence that the teaching and assessment methodologies are appropriate for the learning outcomes
Os OA propostos respondem geralmente à necessidade de (1) desenvolver um conhecimento aprofundado tanto da história da disciplina do ponto de vista teórico, como dos debates contemporâneos; e (2) desenvolver capacidade analítica crítica em relação às propostas teóricas e conceptuais. As metodologias de exposição e avaliação (M1 a M4) fomentam essas duas valências e servirão de critério para a elaboração da nota final.
Observações / Observations
-
Bibliografia Principal / Main Bibliography
Bibliografia de referência e consulta/Reference and consultation references: COL, G da and GRAEBER D., 2011, “Foreword. The Return of Ethnographic Theory”, HAU: Journal of Ethnographic Theory, 1(1): vi-xxxv. DESCOLA, P. 2014. “Modes of being and forms of predication“, HAU: Journal of Ethnographic Theory 4(1): 271–280. https://doi.org/10.14318/hau4.1.012 HARAWAY, Donna. 2015. “Anthropocene, Capitalocene, Plantationocene, Chthulucene: Making Kin.” Environmental Humanities 6, no. 1: 159–165 https://doi.org/10.1215/22011919-3615934 INGOLD, T., 2008, “Anthropology is not ethnography”, Proceedings of the British Academy,154: 69-92. INGOLD, T., 2014, “That’s enough about ethnography”, HAU: Journal of Ethnographic Theory, 4(1): 383-395. ORTNER, S. 2016. “Dark Anthropology and Its Others: Theory since the Eighties”, HAU: Journal of Ethnographic Theory 6(1): 47–73.
Bibliografia Secundária / Secondary Bibliography
Bibliografia de leitura obrigatória para as aulas/Compulsory reading for the lectures: ABU-LUGHOD, L., 1991, “Writing Against Culture” in Fox, R. (ed.), Recapturing Anthropology. Working in the Present, Santa Fe, School of American Research Press, pp. 137-162. ACOSTA, A., 2013. “Extractivism and neoextractivism: Two sides of the same curse.” In Beyond development: Alternative visions from Latin America, edited by M. Lang & D. Mokdrani, Amsterdam, Transnational Institute, pp. 61-86. https://www.tni.org/en/publication/beyond-development. AHMED, Sara. 2004. “Affective Economies.” Social Text 22 (2): 117–39. APPADURAI, A, 2013, The Future as Cultural Fact. Essays on the Global Condition, London, Verso, pp. 285-300. BLOCH, M., 2008, “Truth and Sight: Generalizing without Universalizing”, Journal of the Royal Anthropological Institute, (N.S.): S22-S32. BRYANT, R. and KNIGHT, D., 2019, The Anthropology of the Future, Cambridge, Cambridge University Press, pp.1-20. CANDEA, M., 2018. Comparison in Anthropology: The Impossible Method. Cambridge, Cambridge University Press. DAVIS, J., A. A. MOULTON, L.VAN SANT, and B. WILLIAMS. 2019. “Anthropocene, Capitalocene, … Plantationocene?: A Manifesto for Ecological Justice in an Age of Global Crises.” Geography Compass 13 (5): e12438. DESCOLA, P., 2004 (1996), “Constructing natures: symbolic ecology and social practice” in Descola, P. e Palsson, G. Eds. Nature and Society: Anthropological Perspectives, Londres, Routledge, pp. 82-102. GRAEBER, D., 2015. “Radical alterity is just another way of saying “reality” A reply to Eduardo Viveiros de Castro”, HAU: Journal of Ethnographic Theory 5(2): 1–41. HACKING, I., 1996, “The Looping Effect of Human Kinds” in D. Sperber, D. Premack & A. J. Premack (eds.), Causal Cognition. A Multidisciplinary Approach, Oxford, Clarendon Press, pp.351-383. HACKING, I, 2007, “Kinds of People: Moving Targets”, Proceedings of the British Academy, 151: 285-318. (online) HARVEY, P., C. KROHN-HANSEN, and K. NUSTAD. 2019. “Introduction”. In Anthropos and the Material. Durham: Duke University Press. INDA, J. Ed. 2005. Anthropologies of Modernity: Foucault, Governmentality and Life Politics, London, Blackwell, pp. 1-11. KEANE, W., 2006. “Subjects and objects: introduction” in Tilley, et al. Eds. Handbook of Material Culture, Londres, Sage, pp. 197-202. LATOUR, B., 2005, Reassembling the Social. An Introduction to Actor-Network Theory, Oxford, Oxford University Press, pp. 27-42. LATOUR, B., 2005, Reassembling the Social. An Introduction to Actor-Network Theory, Oxford, Oxford University Press, pp. 63-86. MALM, A. and Hornborg, A. 2014, “The geology of mankind? A critique of the Anthropocene narrative”, The Antropocene Review 20 (10): 1-8 MARTIN, Emily. 2013. “The Potentiality of Ethnography and the Limits of Affect Theory.” Current Anthropology 54 (S7): S149–58. MOORE, A. 2015. “Anthropocene anthropology: reconceptualizing contemporary global change.” Journal of the Royal Anthropological Institute 22 (1): 27–46. NAVARO-YASHIN, Yael. 2006. “Affect in the Civil Service: A Study of a Modern State-System.” Postcolonial Studies 9 (3): 281–94. NAVARO-YASHIN, Y., 2009. “Affective Spaces, Melancholic Objects: Ruination and the Production of Anthropological Knowledge”, The Journal of the Royal Anthropological Institute, 15(1): 1-18. ORTNER, S., 2006, “Power and Projects. Reflections on Agency”, Anthropology and Social Theory: Culture, Power and the Acting Subject, Durham, Duke University Press, pp. 129-153. ORTNER, S. 1984. “Theory in Anthropology since the Sixties”, Comparative Studies in Society and History 26(1): 126-166. RITA RAMOS, A., 2012. “The politics of perspectivism”, Annual Review of Anthropology 41: 481-494. ROSENGREN, D., S. PERMANTO, and A. BURMAN. 2023. “The Anthropocene Narrative and Amerindian Lifeworlds: Anthropos, Agency, and Personhood.” Journal of the Royal Anthropological Institute 29 (4): 840–58. RUTHERFORD, Danilyn. 2016. “Affect Theory and the Empirical.” Annual Review of Anthropology 45 (Volume 45, 2016): 285–300. SZEMAN I. and WENZEL J., 2021. “What do we talk about when we talk about extractivism?”, Textual Practice :1-19. DOI: 10.1080/0950236X.2021.1889829 TSING, A., et al. 2017. “Introduction: Haunted Landscapes of the Anthropocene”. In Arts of Living on a Damaged Planet: Ghosts and Monsters of the Anthropocene. Minneapolis: University of Minnesota Press. TSING, A., 2005, Friction. An Ethnography of Global Connections, Princeton, Princeton University Press, pp. 1-18 e 27-50. VAN DER VEER, P., 2016, The Value of Comparison. Durham & London, Duke University Press. VAN DER VEER, P., 2014 “The Value of Comparison”, HAU: Journal of Ethnographic Theory 7(1), 2-13. Book symposium on The Value of Comparison, HAU 7 (1): 509-536. VIVEIROS DE CASTRO, E. 2004. “Perspectivismo e multinaturalismo na América indígena”, O Que Nos Faz Pensar 18: 225-254 VIVEIROS DE CASTRO, E. 2017. “Who is afraid of the ontological wolf ? some comments on an ongoing anthropological debate”, The Cambridge Journal of Anthropology 33(1): 2-17.
Data da última atualização / Last Update Date
2026-07-22