Ficha Unidade Curricular (FUC)

Informação Geral / General Information


Código :
04863
Acrónimo :
04863
Ciclo :
2.º ciclo
Língua(s) de Ensino :
Português (pt)
Língua(s) amigável(eis) :

Carga Horária / Course Load


Semestre :
1
Créditos ECTS :
6.0
Aula Teórica (T) :
0.0h/sem
Aula Teórico-Prática (TP) :
24.0h/sem
Aula Prática e Laboratorial (PL) :
12.0h/sem
Trabalho de Campo (TC) :
0.0h/sem
Seminario (S) :
0.0h/sem
Estágio (E) :
0.0h/sem
Orientação Tutorial (OT) :
1.0h/sem
Outras (O) :
0.0h/sem
Horas de Contacto :
37.0h/sem
Trabalho Autónomo :
113.0
Horas de Trabalho Total :
150.0h/sem

Área científica / Scientific area


Psicologia

Departamento / Department


Departamento de Psicologia

Ano letivo / Execution Year


2026/2027

Pré-requisitos / Pre-Requisites


Ser estudante de mestrado em psicologia

Objetivos Gerais / Objectives


Nesta UC pretende-se que os estudantes saibam identificar os principais conceitos e pressupostos-chave da Psicologia Comunitária, e aplicá-los em situações reais, em diferentes contextos de intervenção e para diferentes públicos (e.g., populações em situação de vulnerabilidade social). Pretende-se, ainda que, essa aplicação seja também feita em articulação com o desenho, implementação e avaliação de projetos de intervenção comunitária. Nesta UC pretende-se, ainda que os estudantes saibam distinguir as diferentes etapas de um processo de avaliação de projetos, e identificar as metodologias que mais se ajustam a cada uma dessas etapas, procurando criar mecanismos de avaliação rigorosos ao longo de todo o processo de avaliação de um projeto, tendo em conta que esta faz parte do próprio ciclo do projeto.

Objetivos de Aprendizagem e a sua compatibilidade com o método de ensino (conhecimentos, aptidões e competências a desenvolver pelos estudantes) / Learning outcomes


O aluno que complete com sucesso esta Unidade Curricular será capaz de: OA1. Identificar e utilizar adequadamente abordagens teóricas da psicologia comunitária para analisar de forma compreensiva problemáticas no contexto de intervenção social e comunitário; OA2: Construir um modelo de intervenção com base na Teoria da Mudança (Td) e nos modelos lógicos de processo; OA3: Identificar variáveis de processo fundamentais para uma eficaz implementação de projetos (e.g., fidelidade, dosagem, responsividade, qualidade); OA4: Desenhar um processo avaliativo (avaliação diagnóstica ou de necessidades; monitorização ou avaliação formativa; avaliação sumativa ou de impacto) e identificar metodologias e instrumentos adequados ao respetivo tipo de avaliação, aos contextos e público-alvo; OA5: Analisar criticamente questões éticas associadas à intervenção e avaliação comunitária; OA6: Comunicar resultados e recomendações para diferentes públicos e contextos, com base em evidência.

Conteúdos Programáticos / Syllabus


CP1. Conceitos, princípios e abordagens teóricas da Psicologia Comunitária 1.1.Contextualização e perspetivas atuais 1.2.Princípios e abordagens 1.3. Questões éticas CP2. Intervenção comunitária 2.1. A Prevenção 2.2. Participação comunitária 2.3. Trabalho colaborativo e em rede 2.6. O empowerment comunitário, organizacional e psicológico CP3. Ferramentas para a conceção, implementação e avaliação de projetos 3.1. A Teoria da mudança 3.2. Os modelos lógicos de processo 3.3. Variáveis que potenciam a eficácia CP4. Abordagens metodológicas no âmbito da avaliação de projetos 4.1. Os diferentes tipos de avaliação em função dos objetivos da intervenção 4.2. O Desenho e escolha de instrumentos de monitorização e de avaliação de impacto em função dos contextos e públicos-alvo 4.3. A importância de abordagens multi-método e multi-informantes. 4.4. A comunicação de resultados e de recomendações em função dos contextos e públicos-alvo.

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da UC / Evidence that the curricular unit's content dovetails with the specified learning outcomes


Todos os OA estão alinhados com os CP: o saber identificar e utilizar conceitos, princípios, e abordagens teóricas da psicologia comunitária, e responder a questões éticas, concretiza-se no CP1. O CP2, de ferramentas para a conceção e implementação de projetos encontra-se alinhado com o OA2 e com o OA3. Desenhar um processo avaliativo e identificar metodologias e instrumentos adequados ao respetivo tipo de avaliação, aos contextos e público-alvo (OA 4), encontra-se alinhado com o CP4, bem como a comunicação de resultados e a elaboração de recomendações (OA6) para diferentes públicos.

Avaliação / Assessment


Os estudantes são aconselhados a realizar a UC por Avaliação ao longo do semestre. A Avaliação ao longo do semestre implica a realização de: Dois exercícios feitos em grupo e em contexto de sala de aula (20% cada um deles, prefazendo um total de 40% da nota final), e teste individual de conhecimentos (60%), a realizar na 1ª época de exames. Ficam aprovados os alunos que tenham notas superiores a 9.5 valores em todos os elementos de avaliação. Os alunos que reprovem na Avaliação ao longo do semestre poderão ir a Exame final (2ª época). Os estudantes que não optem por realizar a Avaliação ao longo do semestre podem optar por realizar um Exame final (de 1ª ou 2ª épocas), que vale 100% da nota.

Metodologias de Ensino / Teaching methodologies


Considerando a natureza da UC, as horas de contacto são maioritariamente horas de Aulas teórico-práticas e horas de Aulas práticas e laboratoriais. Com base no modelo pedagógico do ISCTE, as aulas teórico-práticas estão estruturadas em duas partes: a primeira parte, mais expositiva, focada na apresentação de conceitos e modelos teóricos (através do recurso a diferentes metodologias como a apresentação de vídeos); a segunda parte, aplicada, com recurso a metodologias mais ativas e participativas que visam a aplicação dos conceitos explanados (e.g., através da resolução de situações-problema, debates após a apresentação por um convidado). As Aulas práticas e laboratoriais são sobretudo aulas para o desenvolvimento acompanhado do trabalho de grupo a realizar e das respetivas apresentações. A possibilidade de Orientação tutorial visa um acompanhamento mais individualizado sempre que o estudante assim entender. As horas de trabalho autónomo asseguram a leitura da bibliografia base e recomendada, os exercícios e o trabalho de grupo.

Demonstração da coerência das metodologias de ensino e avaliação com os objetivos de aprendizagem da UC / Evidence that the teaching and assessment methodologies are appropriate for the learning outcomes


As metodologias de ensino nesta UC, tanto nas horas de contacto quanto no trabalho autónomo, encontram-se alinhadas com os objetivos de aprendizagem (OA) estabelecidos. Considerando que se trata de uma UC de 2º ciclo, valoriza-se a discussão ativa e reflexiva, visando não só promover a aquisição de conhecimentos específicos, de forma gradualmente mais autónoma, mas também de aptidões e competências que lhes possam ser úteis no exercício da sua profissisão, em termos futuros. As aulas teórico-práticas, que se baseiam em metodologias mistas desempenham um papel crucial para a consecução dos diferentes OA. Além disso, as metodologias participativas e ativas, como, por exemplo, exercícios de consolidação entre aulas, a discussão de casos práticos e de trabalhos de grupo, tanto nas aulas teórico-práticas quanto nas práticas laboratoriais, são essenciais para consolidar, refletir criticamente sobre e aplicar os diferentes conhecimentos adquiridos, contribuindo igualmente para a concretização dos diferentes OA desta UC. Pesquisas bibliográficas e leituras prévias e exercícios individuais e em grupo realizados pelos estudantes, que compõem as horas de trabalho autónomo, apoiarão a consolidação dos conhecimentos e a abordagem aos diferentes tópicos em sala de aula, garantindo-se a interligação entre as horas de contacto e de trabalho autónomo, e o envolvimento dos estudantes. A análise de casos e debate em grupo a implementar nas aulas de prática laboratoriais, assim como no trabalho prático de grupo que integra a avaliação ao longo do semestre (ver Avaliação), desempenham um papel crucial na realização dos OA 2, 4 a 6, em específico.

Observações / Observations


A utilização de ferramentas de Inteligência Artificial é permitida apenas como apoio ao processo de aprendizagem (por exemplo, para organização de ideias, revisão da escrita ou esclarecimento de conceitos). Os estudantes são integralmente responsáveis pelo conteúdo que submetem, devendo verificar a exatidão da informação produzida, recorrer a fontes científicas credíveis e respeitar os princípios da integridade académica. A IA não substitui o estudo autónomo, a leitura da bibliografia recomendada nem a elaboração de trabalho intelectual próprio.

Bibliografia Principal / Main Bibliography


Alexandre, J., Barata, M. C., Castro, C., & Colaço, C. (2019). Manual para a monitorização e avaliação das Metodologias Experimentais das Academias de Conhecimento. Lisboa: Fundação Calouste de Gulbenkian. Bond, M. A., Serrano-García, I. E., Keys, C. B., & Shinn, M. E. (2017). APA handbook of community psychology: Theoretical foundations, core concepts, and emerging challenges. American Psychological Association. Burns, D., Howard, J., & Ospina, S. M. (Eds.) (2021). The SAGE handbook of participatory research and inquiry. Sage. Equipa K’CIDADE (2007). Roteiro de Acompanhamento e Avaliação de Projectos de Intervenção Comunitária (GPS). Lisboa: Fundação Aga Khan Portugal. Menezes, I. (2007). Intervenção Comunitária: Uma Perspectiva Psicológica. Porto: Livpsic. Ornelas, J. (2008). Psicologia Comunitária. Fim de Século. Scott, V. C. & Wolfe, S. M. (2015). Community psychology: foundations for practice. Sage.

Bibliografia Secundária / Secondary Bibliography


Alexandre. J. & Barata, M.C. (2020). Intervenção comunitária com crianças e jovens em risco. In R. Barroso & D. Neto (Coord), A Prática Pro5ssional da Psicologia na Justiça. Lisboa: OPP. Holden, D., & Zimmerman, M. (2009). A pratical guide to program evaluation planning: Theory and case examples. London:Sage. John, James, & Knight Foundation (s.d.). IMPACT: A Practical Guide to Evaluating Community Information Projects. Retirado de https://www.fsg.org/wp-content/uploads/2021/08/Evaluating_Community_Info_Projects.pdf. Kloos, B., Hill, J., Thomas, E., Wandersman, A. Elias, M., & Dalton, J. (2013). Community Psychology: Linking individuals and communities (3rd ed.). Cengage. Knowlton, L., & Phillips, C. (2008). The Logic Model guidebook: Better strategies for great results. London:Sage.

Data da última atualização / Last Update Date


2026-07-27