Ficha Unidade Curricular (FUC)

Informação Geral / General Information


Código :
04873
Acrónimo :
04873
Ciclo :
2.º ciclo
Língua(s) de Ensino :
Português (pt)
Língua(s) amigável(eis) :

Carga Horária / Course Load


Semestre :
2
Créditos ECTS :
6.0
Aula Teórica (T) :
0.0h/sem
Aula Teórico-Prática (TP) :
24.0h/sem
Aula Prática e Laboratorial (PL) :
0.0h/sem
Trabalho de Campo (TC) :
0.0h/sem
Seminario (S) :
0.0h/sem
Estágio (E) :
0.0h/sem
Orientação Tutorial (OT) :
1.0h/sem
Outras (O) :
0.0h/sem
Horas de Contacto :
25.0h/sem
Trabalho Autónomo :
125.0
Horas de Trabalho Total :
150.0h/sem

Área científica / Scientific area


Psicologia

Departamento / Department


Departamento de Psicologia

Ano letivo / Execution Year


2026/2027

Pré-requisitos / Pre-Requisites


Estudantes que frequentem um mestrado.

Objetivos Gerais / Objectives


Esta UC visa aprofundar o conhecimento sobre as dinâmicas organizacionais e os temas emergentes que impactam o mundo do trabalho na atualidade. Através de metodologias expositivas e métodos ativos, os alunos serão desafiados a pensar sobre as tendências e futuro das organizações. Procurarão compreender as estratégias de mudança e aplicação de instrumentos e metodologias apropriadas.

Objetivos de Aprendizagem e a sua compatibilidade com o método de ensino (conhecimentos, aptidões e competências a desenvolver pelos estudantes) / Learning outcomes


OA1. Compreender as dinâmicas organizacionais e explorar os conceitos centrais das dinâmicas organizacionais numa abordagem multinível. OA2. Analisar os temas emergentes nas organizações com recurso a diferentes modelos teóricos. OA3. Avaliar os desafios de mudança organizacional através da identificação das fases de mudança. OA4. Analisar criticamente as transformações em curso no mundo do trabalho.

Conteúdos Programáticos / Syllabus


Conteúdo Programático (CP) 1: Introdução às Dinâmicas Organizacionais CP1.1. Conceito de dinâmicas organizacionais CP1.2. Dinâmicas organizacionais numa abordagem multinível CP1.3. Interdependência entre os diferentes níveis de análise CP 2 – Contributos teóricos na análise das dinâmicas organizacionais 2.1. Nível macroeconómico e social (e.g.: Mercado de Trabalho, Stakeholders) 2.2. Nível organizacional (e.g.: Abordagem dos Recursos, Agência, Trocas Sociais, Cultura e Abordagem Ergonómica) 2.3. Nível individual (e.g.: Teoria da ação planeada; Teoria da autodeterminação; JD-R; SST; SOC) 2.4. Enquadramento dos diferentes quadros teóricos numa perspetiva multinível CP3 – Temas emergentes nas organizações 3.1. Tecnologia 3.2. Globalização 3.3. Sustentabilidade 3.4. Transformações demográficas CP4 – Desafios à implementação da Mudança

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da UC / Evidence that the curricular unit's content dovetails with the specified learning outcomes


O OA1 foca a compreensão das dinâmicas organizacionais e está diretamente ligado ao CP1, explorando os conceitos centrais dessas dinâmicas e a sua relação com os temas emergentes que impactam o mundo do trabalho na atualidade. O OA2 é refletido no CP2 e no CP3. O CP2 é dedicado à exploração de vários modelos teóricos que podem ser mobilizados para a análise e compreensão das implicações dos temas emergentes (CP3), a diferentes níveis, nas dinâmicas organizacionais. O OA3, que pretende avaliar os desafios de mudança, está totalmente alinhado com o CP4, onde se discutem as fases da mudança organizacional e a aplicação de teorias da mudança. Finalmente, o OA4 é sustentado pelo CP3, que aborda as principais tendências como a globalização, a evolução tecnológica, a sustentabilidade e as transformações demográficas, com impactos cruzados nas organizações e nas formas de organização do trabalho, reforçando a coerência entre os conteúdos e os objetivos.

Avaliação / Assessment


Avaliação ao longo do semestre: - Trabalho de Grupo + Apresentação Oral: a ponderação final é de 40%. - Frequência Individual: a ponderação final é de 60%. A aprovação em regime de avaliação ao longo do semestre pressupõe uma avaliação mínima de 9,5 valores em todos os elementos de avaliação, desde que a nota final totalize 10 valores. É exigida a presença de um mínimo de 2/3 nas aulas para poder apresentar-se a avaliação ao longo do semestre. Regime Exame: Exame final (100% da avaliação final). A nota do trabalho de grupo não será considerada para a avaliação em regime de exame e melhoria de nota.

Metodologias de Ensino / Teaching methodologies


A estratégia pedagógica utilizada nesta unidade curricular (UC) engloba um conjunto de metodologias de ensino, nomeadamente expositiva, participativa, ativa e ainda autoestudo que remete para o trabalho autónomo. Esta estratégia pedagógica permite que o aluno consiga ter sucesso na assimilação dos objetivos de aprendizagem (OA) propostos e obter sucesso nos momentos de avaliação, seja no teste escrito, seja nos trabalhos propostos em sala de aula e no trabalho de grupo. A abordagem expositiva remete para a apresentação dos diferentes quadros teóricos e discussão do caso práticos, contribuindo para todos os objetivos de aprendizagem (OA1 a 4), com especial destaque para o OA2 e OA3. A avaliação dos conteúdos adquiridos por intermédio dessa metodologia será essencialmente concretizada por intermédio de um teste individual escrito. A abordagem participativa aparece associada à análise e discussão de casos práticos, bem como ao desenvolvimento, discussão e apresentação do trabalho de grupo. Esta metodologia articula-se de forma evidente com todos os objetivos da unidade curricular (OA1, OA2, OA3, OA4). A análise de casos práticos remete para o último OA (OA4) e a sua avaliação é efetuada quer através de exercícios realizados em contexto de sala de aula, quer através do trabalho de grupo e do teste individual. A abordagem ativa aparece associada à realização dos exercícios em sala, do trabalho de grupo e com as pesquisas da literatura, sites da especialidade, indo ao encontro dos quatro objetivos de aprendizagem (OA1, OA2, OA3, OA4). Por último, o autoestudo articula-se com o trabalho autónomo dos estudantes, nomeadamente, pesquisa de bibliografia, consulta de sites, recolha de documentos de organismos oficiais, e interações com os colegas de grupo para assegurar a realização do trabalho de grupo. O autoestudo inclui, naturalmente, as horas de estudo dedicadas à preparação para o teste individual. Esta abordagem permitirá, igualmente, ao estudante explorar todos objetivos de aprendizagem propostos nesta unidade curricular.

Demonstração da coerência das metodologias de ensino e avaliação com os objetivos de aprendizagem da UC / Evidence that the teaching and assessment methodologies are appropriate for the learning outcomes


Durante o semestre o aluno deverá adquirir competências com recurso a metodologias pedagógicas de âmbito expositivo, participativo, ativo e de autoestudo. A metodologia expositiva é empregue na apresentação dos quadros teóricos de referência e de todos os conteúdos programáticos. Em particular, na explicação dos principais modelos teóricos como a teoria da dependência de recursos, transação de custos, trocas sociais ou teorias importantes como a teoria dos stakeholders, teoria institucional e teoria da agência, abordagem da cultural e abordagem ergonómica. As metodologias participativas são aplicadas através de exercícios em sala de aula, como por exemplo análise de notícias, de casos práticos e de processos de mudança organizacionais que remetem para as novas tendências de trabalho. A UC envolve um trabalho de grupo, onde os estudantes realizarão uma análise crítica e multinível relacionada com um dos temas emergentes e propondo pistas de intervenção com base nos modelos abordados, integrando assim os conhecimentos adquiridos ao longo da UC. São ainda relevantes as horas de trabalho autónomo (metodologia de autoestudo), incluindo a leitura de materiais recomendados (artigos científicos sugeridos na aula e de apoio aos modelos desenvolvidos e casos trabalhados), realização de pesquisas e exercícios fora da aula, bem como a realização do trabalho de grupo. Esta abordagem permitirá ao estudante explorar todos objetivos de aprendizagem propostos nesta unidade curricular. A orientação tutorial (OT) está disponível para esclarecer dúvidas individuais dos estudantes e fornecer apoio personalizado.

Observações / Observations


Bibliografia Principal / Main Bibliography


Burke, R. J., & Ng, E. (2006). The changing nature of work and organizations: Implications for human resource management. Human resource management review, 16(2), 86-94. Falzon, P. (2015, July). Enabling environments, enabling organizations, enabling interventions: a constructive ergonomics viewpoint. In Proceedings of the European Conference on Cognitive Ergonomics 2015 (pp. 1-3). Matej, Č., & Amadeja, L. (2026). Work has changed, has HRM? Designing for the distributed, fragmented, and fluid era. Human Resource Management, 65(2), 305-324. Naughtin, C. K., Schleiger, E., Bratanova, A., Terhorst, A., & Hajkowicz, S. (2024). Forty years in the making: A systematic review of the megatrends literature. Futures, 157, 103329. Ng, E. S., Stanton, P., Umeh, C., Bamber, G. J., Stone, D., Lukaszewski, K., ... & Varma, A. (2025). Megatrends affecting the world of work: Implications for human resource management. Personnel Review, 54(5), 1113-1149.

Bibliografia Secundária / Secondary Bibliography


Dinâmicas Organizacionais/Organizational Dynamics: Bruno Maggi (2003). De l’agir organisationnel. Action et organisation. Paris: Presses Universitaires de France. Daniel Katz, D., & Robert L. Kahn, R. L. (1966). The Social Psychology of Organizations. New York: Wiley. Edgar Morin, E. (1990). Introduction à la pensée complexe. Paris: Seuil. Ludwig von Bertalanffy, L. (1968). General System Theory: Foundations, Development, Applications. New York: George Braziller. Robbins, S. & Judge, T. (2022). The essentials of Organizational Behavior. 14ª ed., Harlow: Pearson. Modelos Teóricos/Theoretical models: Doeringer, P. B., & Piore, M. J. (1971). Internal labor markets and manpower analysis. Lexington, MA: D.C. Heath. DiMaggio, P. J., & Powell, W. W. (1983). The iron cage revisited: Institutional isomorphism and collective rationality in organizational fields. American Sociological Review, 48(2), 147-160. Hall, P. A., & Soskice, D. (Eds.). (2001). Varieties of capitalism: The institutional foundations of comparative advantage. Oxford, UK: Oxford University Press. Schmid, G. (1998). Transitional labour markets: A new European employment strategy (Discussion Paper FS I 98-206). Wissenschaftszentrum Berlin für Sozialforschung. Freeman, R. E. (1984). Strategic Management: A Stakeholder Approach. Boston: Pitman. Barney, J. (1991). Firm resources and sustained competitive advantage. Journal of Management, 17(1), 99-120. https://doi.org/10.1177/014920639101700108 Jensen, M. C., & Meckling, W. H. (1976). Theory of the firm: Managerial behavior, agency costs and ownership structure. Journal of Financial Economics, 3(4), 305-360. Pfeffer, J., & Salancik, G. R. (1978). The external control of organizations: A resource dependence perspective. New York, NY: Harper & Row. Coase, R. H. (1937). The nature of the firm. Economica, 4(16), 386-405. Homans, G. C. (1958). Social behavior as exchange. American Journal of Sociology, 63(6), 597-606. Schein, E. H. (1985). Organizational culture and leadership. San Francisco, CA: Jossey-Bass. Adams, J. S. (1965). Inequity in social exchange. Advances in Experimental Social Psychology, 2, 267–299. https://doi.org/10.1016/S0065-2601(08)60108-2 Wisner, A. (1995). Understanding problem building: ergonomic work analysis. Ergonomics, 38(3), 595-605. https://doi.org/10.1080/00140139508925133 Demerouti, E., Bakker, A. B., Nachreiner, F., & Schaufeli, W. B. (2001). The job demands-resources model of burnout. Journal of Applied Psychology, 86(3), 499-512. https://doi.org/10.1037/0021-9010.86.3.499 Volkoff, S. & Molinié, A-F. (2011). L’écheveau des liens santé travail, et le fil de l’âge. In Degenne, A., Marry, C. e Moulin, S. (Eds.) Les catégories sociales et leurs frontières. (323-344). Québec: Presses de l’Université Laval. Ajzen, I. (1991). The theory of planned behavior. Organizational Behavior and Human Decision Processes, 50(2), 179-211. https://doi.org/10.1016/0749-5978(91)90020-T Deci, E. L., & Ryan, R. M. (1985). Intrinsic motivation and self-determination in human behavior. New York: Plenum. Hobfoll, S. E. (1989). Conservation of resources: A new attempt at conceptualizing stress. American Psychologist, 44(3), 513-524. Carstensen, L. L., Isaacowitz, D. M., & Charles, S. T. (1999). Taking time seriously: A theory of socioemotional selectivity. American Psychologist, 54(3), 165-181. https://doi.org/10.1037/0003-066X.54.3.165 Baltes, P. B., & Baltes, M. M. (1990). Psychological perspectives on successful aging: The model of selective optimization with compensation. In P. B. Baltes & M. M. Baltes (Eds.), Successful aging: Perspectives from the behavioral sciences (pp. 1-34). Cambridge University Press. Mudança Organizacional/Organizational Change: Burke, W. W., & Litwin, G. H. (1992). A causal model of organizational performance and change. Journal of Management, 18(3), 523–545. http://dx.doi.org/10.1177/014920639201800306 Lewin, K. (1946). Action research and minority problems. Journal of Social Issues, 2(4), 34-46. Kotter, J. P. (1996). Leading change. Harvard Business School Press. (biblioteca Iscte) Hiatt, J. M. (2006). ADKAR: A model for change in business, government and our community. Prosci Learning Center Publications. Outras referências bibliográficas serão sugeridas ao longo das aulas, em função dos modelos teóricos abordados e dos temas dos trabalhos de grupo. / Additional references will be provided throughout the course, in accordance with the theoretical models covered and the topics selected for the group assignments.

Data da última atualização / Last Update Date


2026-07-30