Ficha Unidade Curricular (FUC)
Informação Geral / General Information
Carga Horária / Course Load
Área científica / Scientific area
Economia Política
Departamento / Department
Departamento de Economia Política
Ano letivo / Execution Year
2026/2027
Pré-requisitos / Pre-Requisites
Nenhum
Objetivos Gerais / Objectives
Resolver as crises ecológicas geradas pela atividade humana é o desafio central que enfrentamos no século XXI. Esta UC adopta uma abordagem de economia política para examinar a forma como a crise ecológica coloca desafios ao desenvolvimento económico. A tónica é colocada na desigualdade do colapso ambiental: os menos responsáveis pela degradação ecológica são os mais expostos e os mais vulneráveis às políticas ecológicas, o que questiona a viabilidade política da transição ecológica. Porque é que a degradação ambiental é uma questão tão difícil para a governação nacional e global? Como é que a intensificação da perturbação ecológica e a descarbonização transformarão as economias e as políticas dos países? Quem beneficiará e quem sofrerá com estas transições? Como podemos abordar e inverter o colapso ecológico? Ao explorar as medidas positivas que estão a ser tomadas para evitar as formas mais graves de degradação ambiental, o curso evita tanto o catastrofismo como a complacência.
Objetivos de Aprendizagem e a sua compatibilidade com o método de ensino (conhecimentos, aptidões e competências a desenvolver pelos estudantes) / Learning outcomes
OA1: Demonstrar conhecimento das caraterísticas mais significativas da atual crise ecológica, como as alterações climáticas, a perda de biodiversidade e a desertificação. OA2: Demonstrar conhecimento do raciocínio, dos princípios, dos objectivos, das metas e dos instrumentos dos principais intervenientes que contribuem para as crises ecológicas e lhes dão resposta. OA3: Ser capaz de identificar as principais causas da crise ecológica. OA4: Ser capaz de identificar os condicionalismos, económicos, sociais e políticos, para uma resolução bem sucedida da crise ecológica. Avaliar os pontos fortes e fracos das respostas actuais à degradação ambiental. OA5: Desenvolver uma compreensão interdisciplinar da relação entre poder, economia política e transformação ecológica.
Conteúdos Programáticos / Syllabus
1. A crise ecológica – mudança climática, perda de biodiversidade, desertificação, limites planetários 2. Definição de conceitos e indicadores (sustentabilidade, ecologia) e análise critica dos indicadores económicos convencionais 3. Decrescimento, pós-crescimento, crescimento verde e desenvolvimento – os desafios que a crise ecológica coloca ao funcionamento e ao desenvolvimento económico 4. O desafio da viabilidade política da transição ecológica 5. Políticas ecológicas – Casos de estudo de políticas ecológicas nos Estados-Unidos, na China e na Europa
Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da UC / Evidence that the curricular unit's content dovetails with the specified learning outcomes
O objetivo OA1 será atingido através do ponto 1 do programa. O objetivo OA2 será atingido através da execução do ponto 3 do programa. O objetivo OA3 será atingido através dos pontos 1 e 2 do programa. O objetivo OA4 será atingido através dos pontos 2, 3, 4 e 5 do programa. O objetivo OA5 será atingido através de todos os pontos do programa.
Avaliação / Assessment
1. Avaliação ao longo do semestre: Os estudantes são avaliados com base: - na elaboração e apresentação de um trabalho de grupo incidindo sobre um tema do programa e defendendo um determinado ponto de vista; outro grupo terá feito um trabalho sobre o mesmo tema, mas defendeno um ponto de vista diferente; a avaliação incidirá muito particularmente sobre a argumentação e as respostas aos argumentos e ponto de vista do outro grupo (45%) - na realização de um teste individual no fim das aulas (45%) - na participação nas discussões das aulas, associadas à leitura prévia dos textos recomendados (10%). A aprovação requer nota mínima de 7 valores em cada um destes elementos. 2. Avaliação final Os alunos podem optar pelo Exame final (1ª e 2ª época EE), que contará para 100% da nota.
Metodologias de Ensino / Teaching methodologies
O tempo letivo divide-se em: - Aulas teórico-práticas de análise de factos e teorias relacionados com a crise ecológica e a sua relação com o desenvolvimento económico. Estas aulas baseiam-se na literatura científica dos domínios da economia política, da economia do ambiente e da ciência política. - Aulas práticas, nas quais os alunos apresentam e discutem casos práticos, exemplos e artigos pré-lidos. O objetivo destas sessões é que os alunos apliquem e explorem os conhecimentos teóricos em situações reais. - Sessões em que os alunos apresentam o seu trabalho de grupo e discutem os seus argumentos com um grupo que defende um ponto de vista diferente. - São organizadas sessões tutoriais para apoiar o trabalho de grupo. A UC será revista regularmente para incorporar o feedback dos alunos, bem como a mais recente investigação e metodologia de ensino.
Demonstração da coerência das metodologias de ensino e avaliação com os objetivos de aprendizagem da UC / Evidence that the teaching and assessment methodologies are appropriate for the learning outcomes
As aulas teórico-práticas têm como objetivo desenvolver o conhecimento e a compreensão dos alunos sobre os principais problemas ecológicos e os dilemas que estes levantam (OA1 e OA2). Têm também como objetivo sensibilizar os alunos para a relação entre a necessidade de uma transição ecológica e a necessidade de reduzir as desigualdades, ou seja, uma transição justa (OA3 e OA4). O trabalho de grupo e a análise de estudos de caso têm como objetivo alcançar o OA5. Em última análise, o objetivo é encorajar os alunos a comportarem-se de forma sustentável e a promoverem ativamente decisões centradas na ecologia nas suas vidas profissionais e cívicas. A participação dos alunos é incentivada através da discussão de materiais de leitura obrigatória, tais como textos, documentos e dados estatísticos, previamente indicados. Deste modo, incentiva-se uma atitude ativa por parte dos alunos, o que contribui para a obtenção de todos os resultados de aprendizagem.
Observações / Observations
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Bibliografia Principal / Main Bibliography
"• Bonneuil, C., Fressoz, J-B (2016) The Shock of the Anthropocene: The Earth, History and Us. Verso • Buch-Hansen, H., Carstensen, M. (2021). Paradigms and the political economy of ecopolitical projects: Green growth and degrowth compared, Competition and Change, 25(3-4): 308-327. • Daly, Herman E., Farley, Joshua. (2003). Ecological Economics: Principles and Applications. Island Press • Duarte Santos, F. (2021) Alterações Climáticas, 2021, Fundação FMS • Green F., Healy, N. (2022): How inequality fuels climate change: The climate case for a Green New Deal, One Earth, 5: 635-649 • IPBES. 2019. Global assessment report on biodiversity and ecosystem services. IPBES, Germany. • IPCC. (several reports) • McCauley et al. (Eds.). (2024). The Future of Just Transitions: Theory and Implementation. Edward Elgar. • Van Vuuren, D. et al. (2025). Exploring pathways for world development within planetary boundaries. Nature 641, 910–916"
Bibliografia Secundária / Secondary Bibliography
"• Bush and Clayton. 2023. “Facing Change: Gender and Climate Change Attitudes Worldwide.” American Political Science Review. • Buntaine, Greenstone, He, Liu, Wang, and Zhang. 2024. “Does the Squeaky Wheel Get More Grease? The Direct and Indirect Effects of Citizen Participation on Environmental Governance in China.” American Economic Review. • Clark and Zucker. 2023. “Climate Cascades: International Organizationss and the Prioritization of Climate Action.” American Journal of Political Science. • Colantone, Di Lonardo, Margalit, and Percoco. 2023. “The Political Consequences of Green Policies: Evidence from Italy.” American Political Science Review. • Gabor, Daniela. 2020. “The Wall Street Climate Consensus.” Tax Justice Focus 11 (3): 7–9 • Graham and Serdaru. 2020. “Power, Control, and the Logic of Substitution in Institutional Design: The Case of International Climate Finance.” International Organization. • Kennard. 2020. “The Enemy of My Enemy: Why Firms Support Climate Change Regulation.” International Organization. • Mertha, Andrew (2009). “Fragmented Authoritarianism 2.0”: Political Pluralization in the Chinese Policy Process. The China Quarterly, 200, 995-1012. • Moore, Jason. (2015) Capitalism in the Web of Life. New York: Verso • Nahm, Jonas (2019) ""The Energy Policy of China."" The Oxford Handbook of Energy Politics. Kathleen Hancock and Juliann Allison [eds.] Oxford University Press: Oxford, UK. • The Economist. 2020. “How Much Can Financiers Do about Climate Change?” The Economist,2020. https://www.economist.com/briefing/2020/06/20/how-much-can-financiers-do-about-climate-change • Tooze, Adam. 2020. “Welcome to the Final Battle for the Climate.” Foreign Policy (blog). 2020. https://foreignpolicy.com/2020/10/17/great-power-competition-climate-china-europe-japan
Data da última atualização / Last Update Date
2026-01-20