Ficha Unidade Curricular (FUC)

Informação Geral / General Information


Código :
05176
Acrónimo :
05176
Ciclo :
2.º ciclo
Língua(s) de Ensino :
Inglês (en)
Língua(s) amigável(eis) :
--

Carga Horária / Course Load


Semestre :
2
Créditos ECTS :
6.0
Aula Teórica (T) :
0.0h/sem
Aula Teórico-Prática (TP) :
0.0h/sem
Aula Prática e Laboratorial (PL) :
0.0h/sem
Trabalho de Campo (TC) :
0.0h/sem
Seminario (S) :
29.0h/sem
- Presencial (S) :
25.0h/sem
- Assíncrono à distância (S) :
4.0h/sem
Estágio (E) :
0.0h/sem
Orientação Tutorial (OT) :
2.0h/sem
- Assíncrono à distância (OT) :
2.0h/sem
Outras (O) :
0.0h/sem
Horas de Contacto :
31.0h/sem
Trabalho Autónomo :
119.0
Horas de Trabalho Total :
150.0h/sem

Área científica / Scientific area


Serviço Social

Departamento / Department


Departamento de Ciência Política e Políticas Públicas

Ano letivo / Execution Year


2025/2026

Pré-requisitos / Pre-Requisites


--

Objetivos Gerais / Objectives


• Analisar e refletir numa perspetiva internacional, estratégias práticas para melhorar a coordenação entre os serviços de saúde e os serviços sociais. • Sistematizar as barreiras e os facilitadores dos percursos de cuidados integrados. • Explorar os desafios e oportunidades da integração precoce dos cuidados paliativos para pacientes idosos com multimorbidade.

Objetivos de Aprendizagem e a sua compatibilidade com o método de ensino (conhecimentos, aptidões e competências a desenvolver pelos estudantes) / Learning outcomes


• Capacidade de analisar criticamente as políticas e práticas existentes em matéria de saúde e bem-estar social e de avaliar a sua eficácia e adequação cultural. • Competência para conceber, liderar e gerir serviços interdisciplinares inovadores, éticos e sustentáveis, utilizando abordagens baseadas em dados concretos e centradas nas pessoas. • Competências avançadas em comunicação intercultural, negociação e liderança necessárias para trabalhar eficazmente em contextos internacionais e migratórios.

Conteúdos Programáticos / Syllabus


1. Introdução à temática do curso Serviço Social na Saúde; 2. Atuação transdisciplinar e multicultural, com sensibilidade às especificidades locais e aos desafios globais da saúde; 3. Domínio de metodologias participativas e digitais, com ênfase no diagnóstico social participativo como ferramenta estratégica para a leitura crítica dos territórios, identificação de vulnerabilidades e co-construção de soluções entre a saúde e as comunidades; 4. Promoção da saúde e prevenção da doença, em articulação com os determinantes sociais da saúde, visando uma abordagem centrada na cidadania, na equidade e na sustentabilidade dos cuidados; 5. Capacidade de liderança em contextos de crise e mudança, incluindo contextos de emergência de saúde pública, contextos migratórios e crises institucionais, com foco na resiliência coletiva e nos direitos humanos.

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da UC / Evidence that the curricular unit's content dovetails with the specified learning outcomes


Os conteúdos programáticos refletem integralmente os objetivos de aprendizagem ao abordarem a coordenação entre saúde e serviço social, os cuidados integrados e os desafios da multimorbilidade, permitindo desenvolver análise crítica das políticas e práticas de bem-estar. A inclusão de metodologias participativas, diagnóstico social e intervenção transdisciplinar sustenta a capacidade de conceber, liderar e gerir serviços interdisciplinares inovadores e sustentáveis. A ênfase na comunicação intercultural, na negociação e na liderança em contextos de crise, migração e emergências de saúde pública reforça as competências necessárias para atuar em ambientes internacionais e multiculturais. Assim, os conteúdos oferecem a base teórica e prática para o desenvolvimento das competências éticas, analíticas, colaborativas e centradas nas pessoas definidas nos objetivos de aprendizagem e gerais.

Avaliação / Assessment


O trabalho de avaliação contém duas partes: em primeiro lugar, trabalho em pequenos grupos com uma redação e um cartaz baseado na redação (60%), e a segunda parte é um trabalho individual (uma autoavaliação baseada nos objetivos gerais e nos objetivos individuais do aluno) (40%). Exame final (100%)

Metodologias de Ensino / Teaching methodologies


Este seminário utilizará palestras formais, exercícios estruturados, discussões em pequenos e grandes grupos, material audiovisual e participação de convidados. A frequência e a participação são obrigatórias durante as atividades letivas. As atividades online incluirão apresentações adicionais de vídeos online, exploração de sites relevantes e outros exercícios baseados na web.

Demonstração da coerência das metodologias de ensino e avaliação com os objetivos de aprendizagem da UC / Evidence that the teaching and assessment methodologies are appropriate for the learning outcomes


"As metodologias de ensino adotadas nesta unidade curricular foram concebidas para garantir o desenvolvimento efetivo das competências definidas nos objetivos de aprendizagem, promovendo uma articulação direta entre teoria, prática e reflexão crítica. A estrutura do seminário, baseada em palestras formais, exercícios estruturados, debates em pequenos e grandes grupos, análise de materiais audiovisuais e participação de convidados, contribui para consolidar a compreensão das dinâmicas entre os sistemas de saúde e de serviço social, bem como para aprofundar a reflexão sobre políticas, práticas e modelos de intervenção. A utilização de metodologias participativas permite desenvolver capacidades de análise crítica, tomada de decisão e resolução colaborativa de problemas, respondendo à necessidade de formar profissionais capazes de conceber, liderar e gerir serviços interdisciplinares éticos, sustentáveis e culturalmente adequados. A diversidade de atividades fomenta ainda competências de comunicação intercultural, negociação e liderança, essenciais para o trabalho em contextos internacionais, migratórios e de elevada complexidade social. As atividades online complementam o trabalho presencial, integrando vídeos, exploração de recursos digitais e exercícios baseados na web, reforçando a literacia digital e a autonomia dos estudantes. Estas metodologias suportam a aprendizagem ativa e a capacidade de adaptação a diferentes cenários de intervenção, aspetos fundamentais para responder às exigências da prática profissional em ambientes de saúde e bem-estar social. O trabalho em pequenos grupos, que envolve a elaboração de uma redação e de um cartaz, promove competências de colaboração, síntese e comunicação visual, alinhadas com práticas contemporâneas de intervenção integrada. Por sua vez, o trabalho individual, baseado na autoavaliação dos objetivos gerais e específicos, estimula a autorreflexão, o pensamento crítico e a consciência ética, reforçando a ligação entre a aprendizagem teórica e o desenvolvimento pessoal e profissional do estudante. Assim, as metodologias de ensino adotadas demonstram plena coerência com os objetivos de aprendizagem, ao favorecerem a aquisição de conhecimentos avançados, capacidades analíticas, competências de liderança e comunicação intercultural, e uma compreensão aprofundada dos desafios e oportunidades inerentes à coordenação entre serviços de saúde e sociais. A combinação de abordagens participativas, práticas e reflexivas assegura uma aprendizagem integrada, centrada nas pessoas e orientada para contextos reais de intervenção."

Observações / Observations


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Bibliografia Principal / Main Bibliography


Almeida, E. (2010). Dignidade, autonomia do paciente e doença mental. Revista Bioética, 18, 381-395 | Bairrão, J. (1995). A perspectiva ecológica em psicologia da educação. Psicologia, X(3), 7-30 | Bordenave, J. (1994). O que é participação (8ª ed.). São Paulo: Brasiliense | Cembranos, F., Montesinos, D., & Bustelo, M. (2001). La animation sociocultural: una propuesta metodológica (8ª ed.). Madrid: Editorial Popular | Comissão para a Reestruturação dos Serviços de Saúde Mental, CRSSM (2007). Reestruturação e desenvolvimento dos serviços de saúde mental em Portugal. Lisboa: Comissão para a Reestruturação dos Serviços de Saúde Mental: http://www.hmlemos.min-saude.pt/docs/PNacSM2007.pdf | Comissão das Comunidades Europeias (2005). Livro Verde – melhorar a saúde mental da população. Rumo a uma estratégia de saúde mental para a União Europeia. Bruxelas: Comissão das Comunidades Europeias: https://ec.europa.eu/health/archive/ph_determinants/life_style/mental/green_paper/mental_gp_pt.pdf

Bibliografia Secundária / Secondary Bibliography


Cordeiro, J. (1987). A saúde mental e a vida: pessoas e populações em risco psiquiátrico. Lisboa: Edições Salamandra | Cordo, M. (2013). Reabilitação de pessoas com doença mental: das famílias para a instituição, da instituição para a família. Lisboa: Climepsi | Decreto-Lei n.º 304/2009. Diário da República, I Série–A, N.º 205, de 22 de outubro de 2009, 7933-794. Disponível em http://www.sg.min-saude.pt/NR/rdonlyres/A110CE46-A607-4BD1-AB82BE86B31314C3/18519/DL3042009SaudeMental1.pdf | Fazenda, I. (2008). O puzzle desmanchado: saúde mental, contexto social, reabilitação e cidadania. Lisboa: Climepsi. | Fazenda, I. (2009). Novos desenvolvimentos em saúde mental e comunitária. Psilogos, 7(1 e 2), 111-119. Disponível em http://revistas.rcaap.pt/psilogos/article/view/4015 | Ferreira, J. (2016). Reabilitar em Saúde Mental: Uma abordagem integrada, integral e participada. Projeto de Investigação e Intervenção em Educação Social (Dissertação de Mestrado não publicada). Politécnico do Porto, Porto, Portugal. | Fossi, L., & Guareschi, N. (2004). A psicologia hospitalar e as equipes multidisciplinares. Revista SBPH, 7(1), 29-42. Disponivel em http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-08582004000100004 | Guerra, I. (2002). Fundamentos e processos de uma sociologia de acção (2ª ed.). Cascais: Princípia Editora. | Guerra, I. (2006). Participação e acção colectiva – Interesses, conflitos e consensos. Estoril: Princípia Editora. | Hirdes, A. (2009). Autonomia e cidadania na reabilitação psicossocial: uma reflexão. Ciências & Saúde Coletiva, 14(1), 165-171. Disponível em http://www.scielo.br/pdf/csc/v14n1/a22v14n1.pdf | Kuhn, T. (2009). A estrutura das revoluções científicas. Lisboa: Guerra e Paz | Leff, J., & Warner, R. (2008). Inclusão de pessoas com doenças mentais. Coimbra: Edições Almedina

Data da última atualização / Last Update Date


2026-03-06