Ficha Unidade Curricular (FUC)
Informação Geral / General Information
Carga Horária / Course Load
Área científica / Scientific area
Serviço Social
Departamento / Department
Departamento de Ciência Política e Políticas Públicas
Ano letivo / Execution Year
2025/2026
Pré-requisitos / Pre-Requisites
Estudantes de 1º e 2º ciclo
Objetivos Gerais / Objectives
Os objetivos gerais desta UC respondem às necessidades formativas de estudantes de 1.º e 2.º ciclos provenientes de diferentes áreas, serviço social, arquitetura/urbanismo, gestão e políticas públicas. Pretende-se promover a literacia interdisciplinar para analisar contextos urbanos complexos, trabalhar colaborativamente, diagnosticar vulnerabilidades sociais e territoriais e propor intervenções integradas baseadas em participação e metodologias de co‑design. Assegurar que estudantes desenvolvem uma linguagem comum e capacidades de intervenção aplicáveis em contextos comunitários.Objectivos gerais: Fomentar a colaboração entre estudantes de várias áreas. Explorar abordagens comunitárias ao planeamento urbano. Diagnosticar necessidades de grupos vulneráveis.Desenvolver competências de trabalho interdisciplinar e gestão de projetos em intervenções holísticas.Propor soluções sustentáveis e inclusivas para o planeamento local, integrando princípios da Economia Azul quando pertinente.
Objetivos de Aprendizagem e a sua compatibilidade com o método de ensino (conhecimentos, aptidões e competências a desenvolver pelos estudantes) / Learning outcomes
No final, o/a estudante deve ser capaz de: Analisar contextos urbanos e vulnerabilidades sociais com base em evidência e visitas de campo. Conceber estratégias de intervenção comunitária integrando serviço social, urbanismo e gestão. Aplicar metodologias participativas (co‑design) e princípios de gestão de projetos a casos reais. Comunicar propostas técnico‑científicas de forma clara a pares e stakeholders (incluindo comunidades). Trabalhar em equipas multidisciplinares, assumindo papéis e responsabilidades diferenciadas.
Conteúdos Programáticos / Syllabus
Dia 1 – Abertura, integração, panorama da colaboração interdisciplinar; contexto PT/ES/TR; casos de clima. Dia 2 – Visitas de campo; mapeamento de vulnerabilidades; brainstorming de estratégias. Dia 3 – Oficinas paralelas (co‑design, community engagement, avaliação de impacto, gestão de projetos); simulação. Dia 4 – Trabalho de equipas; consolidação da proposta; reviews cruzadas. Dia 5 – Pitches finais; feedback com docentes e (se disponível) representantes comunitários; encerramento. Horizontalidades Erasmus+ trabalhadas: Inclusão e diversidade; valores comuns e cidadania; ambiente/alterações climáticas; trabalho multidisciplinar.
Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da UC / Evidence that the curricular unit's content dovetails with the specified learning outcomes
Para assegurar que cada etapa contribui para o desenvolvimento das competências previstas o Dia 1, centrado na introdução à colaboração interdisciplinar e à contextualização internacional (PT/ES/TR), responde ao OA1, permitindo ao/à estudante analisar contextos urbanos e vulnerabilidades sociais com base em evidência. Dia 2, dedicado às visitas de campo, mapeamento de vulnerabilidades e sessões de brainstorming, contribui simultaneamente para o OA1 e o OA2, permitindo observar realidades territoriais e conceber estratégias de intervenção integradas. Dia 3, composto por oficinas paralelas (co‑design, ....e gestão de projetos), promove a aplicação de metodologias participativas e princípios de gestão em linha com o OA3. Dia 4, dedicado ao trabalho em equipas multidisciplinares, fortalece o OA5, na construção de propostas articuladas. Dia 5, com pitches finais e feedback estruturado, opera sobre o OA4, desenvolvendo a capacidade de comunicar propostas técnico‑científicas com clareza.
Avaliação / Assessment
Avaliação, sem exame final, composta por: 1. Participação e Exercícios Práticos em Aula (30%) – avaliação individual e de grupo Inclui: contributos nas discussões, envolvimento nas atividades, pequenos exercícios de resolução de problemas em grupo, análise de casos e sínteses colaborativas. O objetivo é garantir aprendizagem contínua, flexibilidade avaliativa e adaptação às dinâmicas interdisciplinares. 2. Poster Final Interdisciplinar – Aplicação Prática (50%) – avaliação de grupo Cada grupo (obrigatoriamente interdisciplinar) desenvolve um poster que apresenta: diagnóstico de uma comunidade, identificação de vulnerabilidades, proposta integrada de intervenção (serviço social + urbanismo + gestão + políticas públicas) e princípios de implementação. O poster será apresentado publicamente no último dia. 3. Reflexão Individual Crítica (20%) – avaliação individual Documento breve (800–1000 palavras) sobre o processo de aprendizagem, papel no grupo, desafios da interdisciplinaridade e implicações éticas e comunitárias da intervenção. Condições de admissão: assiduidade mínima de 75% nas atividades síncronas (presenciais e virtuais). Flexibilidade adicional: Substituição de um exercício prático por uma alternativa equivalente em caso de estudantes com Estatuto Especial. Possibilidade de posterior defesa oral apenas para fins de esclarecimento de classificação, se necessário.
Metodologias de Ensino / Teaching methodologies
Sessões virtuais prévias e posteriores: leituras orientadas, briefings, casos e debates temáticos (alterações climáticas, conflitos e impactos comunitários). Semana presencial intensiva (5 dias): ice‑breakers, palestras, visitas de campo, oficinas paralelas por área, desenvolvimento de projetos em equipas multidisciplinares, pitches, peer review e feedback com docentes e, quando possível, representantes comunitários. Aprendizagem ativa: project‑based learning, studio/workshop, simulações, design thinking e co‑criação.
Demonstração da coerência das metodologias de ensino e avaliação com os objetivos de aprendizagem da UC / Evidence that the teaching and assessment methodologies are appropriate for the learning outcomes
As metodologias de ensino adotadas articulam-se de forma clara com os objetivos de aprendizagem definidos. As sessões virtuais prévias, centradas em leituras orientadas, briefings, casos e debates, garantem a preparação conceptual necessária para o OA1, permitindo que os/as estudantes desenvolvam uma compreensão informada das vulnerabilidades e dos contextos de intervenção. A semana presencial intensiva, composta por palestras, visitas de campo, oficinas temáticas, trabalho de projeto e momentos de peer review, operacionaliza os OA2, OA3 e OA5, fomentando a conceção de estratégias, a aplicação prática de metodologias participativas e o trabalho colaborativo multidisciplinar. O uso de metodologias ativas como project-based learning, studio/workshop, simulações, design thinking e co‑criação garante que os/as estudantes desenvolvem competências avançadas de resolução de problemas e planeamento de intervenções, diretamente relacionadas com os objetivos definidos. Por fim, as atividades de apresentação, debate e feedback, integradas nos pitches intermédios e finais, consolidam o OA4, permitindo que os/as estudantes pratiquem a comunicação técnica e fundamentada das suas propostas. O conjunto de metodologias sustenta todos os objetivos de aprendizagem, promovendo uma progressão coerente entre aquisição de conhecimento, prática aplicada, reflexão e comunicação.
Observações / Observations
Antes da Componente Presencial – Palestras e discussões sobre o estado atual da intervenção comunitária, do urbanismo e da gestão de projetos em Portugal, Espanha e Turquia. Estudos de caso sobre o impacto das alterações climáticas e dos conflitos armados nas comunidades. Debates em grupo sobre estudos de caso relacionados com grupos vulneráveis, refugiados e residentes, identificando vulnerabilidades e necessidades nas comunidades. Após a Componente Presencial – Criação de plataformas online para colaboração contínua e troca de conhecimento. Incentivo aos participantes para implementarem projetos comunitários nas suas regiões de origem, com foco numa gestão de projetos eficaz.
Bibliografia Principal / Main Bibliography
Andrei, R. (2022). Natural Gas at the Frontline Between the EU, Russia and Turkey: A Conflict-Cooperation Perpetuum. Palgrave. | Buchan, D., & Downie, C. (2022). “The EU’s Energy Security Dilemma: Balancing Sustainability and Reliability.” Energy Economics, 102, 105670. | Jäger, D., & Olszewska, A. (2022). “Renewable Energy and Geopolitical Risk: How Global Transition Can Alter Power Structures.” Journal of Energy and Development, 48(3), 173-189. | Kahl, D., & Lueger, A. (2023). “The Politics of Renewable Energy: Shaping the Future of Global Geopolitics.” Global Energy Transition, 12, 41-58. | Kahraman, C., & Yildiz, M. (2023). “Energy Interdependence and Geopolitical Shifts: The Role of Natural Gas in Global Power Dynamics.” Energy Reports, 9, 247-261. | Montfort, R. (2022). Energy and Geopolitics in the Global Market. Palgrave. | Perkovic, J., & Oosterhuis, F. (2023). “Geopolitics of Green Energy Transition: The Strategic Implications of Renewables in Europe.” Energy Policy, 168.
Bibliografia Secundária / Secondary Bibliography
Freitas, D., & Belchior-Rocha, H. (2025). “Serviço Social e Prática Eco-Social: Promover sustentabilidade através da intervenção comunitária.” Trabajo Social Global-Global Social Work, 15, 106–129. | Casquilho-Martins, I., & Rocha, H. B. (2020). “Community strategies for intercultural participation.” Trabajo Social Global-Global Social Work, 10(19), 157-179. | Ife, J. (2013). “Community development in an uncertain global landscape: An agenda for radical action.” Community Development Journal, 48(4), 638-642. https://doi.org/10.1093/cdj/bst038 | Healey, P. (1997). Collaborative Planning: Shaping Places in Fragmented Societies. Macmillan. | Ostrom, E. (1990). Governing the Commons: The Evolution of Institutions for Collective Action. Cambridge University Press. https://doi.org/10.1017/CBO9780511807763 | Hajer, M., & Wagenaar, H. (Eds.). (2003). Deliberative Policy Analysis: Understanding Governance in the Network Society. Cambridge University Press. | Moulaert, F., MacCallum, D., Mehmood, A., & Hamdouch, A. (Eds.). (2017). Social Innovation and Territorial Development. Routledge. | Laine, J. P., Rantamäki, A., & Väänänen, A. (2019). “Eco-social innovations in social work practice.” In A. L. Matthies & K. Nähri (Eds.), The Ecosocial Transition of Societies (pp. 145-162). Routledge. | Peeters, J. (2012). “An ecological approach to social work practice.” European Journal of Social Work, 15(4), 467-482. | Rocha, H. B., & Ferreira, J. (2016). “An Ecosocial model for the sustainability of vulnerable communities.” In The Ecosocial Transition of Societies: The Contribution of Social Work. | Kretzmann, J. P., & McKnight, J. L. (1993). Building Communities from the Inside Out: A Path Toward Finding and Mobilizing a Community's Assets. ACTA Publications. | Wandersman, A., Duffy, J., Flaspohler, P., Noonan, R., Lubell, K., Stillman, L., Blachman, M., Dunville, R., & Saegert, S. (2008). “Community science: Bridging the gap between science and practice with community-centered models.” American Journal of Community Psychology, 41(3-4), 236-245. https://doi.org/10.1007/s10464-008-9172-z
Data da última atualização / Last Update Date
2026-05-12