Sumários
Ondas de Calor: impactos e desafios para os ecossistemas florestais e agroalimentares
9 Março 2026, 18:00 • Susana Batel
Os eventos meteorológicos e climáticos extremos são caracterizados por valores dos elementos climáticos localizados nas caudas das suas distribuições estatísticas e são parte integrante do clima de cada região. Apesar de, em geral, os seres vivos de cada bioma estarem bem-adaptados ao tipo de clima de cada região, apresentam diferente resistência a condições atmosféricas anómalas e às alterações climáticas. Os eventos meteorológicos e climáticos extremos podem ter impactes significativos nos (eco)sistemas naturais e humanos. No contexto das alterações climáticas, são expectáveis alterações significativas no regime de alguns eventos extremos que podem afetar a resiliência e comprometer sustentabilidade destes sistemas. Nesta palestra, serão abordadas as secas e as ondas de calor, principalmente em Portugal, incluindo definições, tipos, descritores, padrões de distribuição espaço temporal das suas características e principais consequências, em particular nos ecossistemas florestais e agroalimentares, concretamente nos incêndios de vegetação rural.
Lítio - que impactos sócio-ambientais e para a transição energética?
4 Março 2026, 18:00 • Susana Batel
Numa
economia que se quer mais sustentável e com baixas emissões de carbono, o
lítio, tem hoje uma enorme importância na transição energética. Para tal, a futura exploração na Europa, onde chega a
ser apelidado de “petróleo branco”, é vista como um passo fundamental, não numa
lógica de independência de outros mercados, assim como de
proximidade. Esta é uma ideia que é apoiada por muitos, mas que desperta
preocupações globais devido aos impactes ambientais, sociais e económicos associados. Para abordar essas
preocupações, são inúmeras as perguntas para as quais não é
fácil obter uma resposta, nomeadamente, quais as práticas
sustentáveis a seguir, como desenvolver estratégias para mitigar os impactos ambientais e sociais da
exploração de lítio, e qual papel das tecnologias de reciclagem neste
novo paradigma energético.Mas, será que no papel de cidadão quer
ter uma mina a céu aberto perto da sua casa? – fica a pergunta provocatória.
Espécies invasoras e impactes nos ecossistemas – uma abordagem sócio-ecológica
23 Fevereiro 2026, 18:00 • Susana Batel
As espécies invasoras são espécies
exóticas (não-indígenas ou alóctones), introduzidas num novo território pelo
Homem, de forma intencional ou acidental, que conseguem reproduzir-se em grande
quantidade e dispersar-se para além das plantas-mãe, sem intervenção direta do
Homem. Desta forma, podem ocupar áreas extensas em habitats naturais,
semi-naturais ou perturbados, provocando impactes negativos a diversos níveis.
As espécies exóticas invasoras são atualmente consideradas uma das principais
ameaças à biodiversidade, competindo com as espécies nativas (autóctones),
eliminando-as em alguns casos e alterando significativamente os ecossistemas.
No entanto, os seus efeitos vão muito além da biodiversidade, afetando também a
qualidade de vida humana. De facto, o recente relatório da IPBES (Plataforma
Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços dos Ecossistema)
inteiramente dedicado às espécies exóticas invasoras e ao seu controlo,
publicado em 2023, realça que estas espécies ameaçam não só a natureza, mas também
as pessoas, em todas as regiões do planeta. Os impactes negativos das espécies
invasoras refletem-se nos serviços dos ecossistemas, com consequências para a
economia, a segurança alimentar e hídrica, a saúde humana, as identidades
culturais, etc. Contudo, é importante salientar que nem todas as espécies
exóticas são invasoras. Muitas das espécies que sustentam a nossa alimentação,
bem-estar e economia são exóticas, mas não se dispersam pelos próprios meios
nem causam problemas ambientais ou ecológicos. Os cidadãos podem, sem se
aperceber, contribuir para a introdução e dispersão de espécies invasoras. No
entanto, se estiverem informados e alerta, podem ajudar a prevenir a sua
propagação e a gerir estas espécies de forma mais eficaz. Neste contexto, além
de abordar os diversos impactes das espécies exóticas invasoras a nível global
e nacional, com maior foco nas plantas, serão também exploradas formas de
envolvimento e sensibilização dos cidadãos para uma gestão mais eficaz destas
espécies.
Eficiência e pobreza energética
11 Fevereiro 2026, 18:00 • Susana Batel
A sessão "Eficiência e Pobreza Energética em Portugal” explorou a problemática e os desafios da pobreza energética e eficiência energética de edifícios no contexto europeu e nacional, apresentando análises multi-escala para o diagnóstico do problema, contribuições para a politica local e nacional, interligação com outros problemas da sociedade e dando exemplos de iniciativas de apoio e integração dos cidadãos para uma transição energética justa e inclusiva.
Introdução
2 Fevereiro 2026, 18:00 • Susana Batel
Discussão dos objetivos e planeamento da UC; introdução às ciências ambientais; relações entre sociedade e ambiente