Ficha Unidade Curricular (FUC)

Informação Geral / General Information


Código :
L5134
Acrónimo :
L5134
Ciclo :
1.º ciclo
Língua(s) de Ensino :
Inglês (en), Português (pt)
Língua(s) amigável(eis) :

Carga Horária / Course Load


Semestre :
1
Créditos ECTS :
6.0
Aula Teórica (T) :
0.0h/sem
Aula Teórico-Prática (TP) :
36.0h/sem
Aula Prática e Laboratorial (PL) :
0.0h/sem
Trabalho de Campo (TC) :
0.0h/sem
Seminario (S) :
0.0h/sem
Estágio (E) :
0.0h/sem
Orientação Tutorial (OT) :
1.0h/sem
Outras (O) :
0.0h/sem
Horas de Contacto :
37.0h/sem
Trabalho Autónomo :
113.0
Horas de Trabalho Total :
150.0h/sem

Área científica / Scientific area


Sociologia

Departamento / Department


Departamento de Sociologia

Ano letivo / Execution Year


2026/2027

Pré-requisitos / Pre-Requisites


Não se aplica.

Objetivos Gerais / Objectives


1) Desenvolver uma compreensão sociológica da crise ecológica e climática, relacionando processos materiais, instituições, relações de poder e práticas sociais. 2) Comparar perspetivas teóricas da Sociologia do Ambiente, identificando mecanismos, pressupostos, tensões e limitações. 3) Interpretar criticamente textos, dados, indicadores, discursos e controvérsias socioambientais. 4) Analisar como Estados, empresas, mercados, movimentos, comunidades, infraestruturas e práticas quotidianas produzem e governam problemas ambientais. 5) Compreender a distribuição desigual de riscos, impactos, benefícios e capacidades de resposta em diferentes escalas. 6) Aplicar teoria e evidência empírica a casos concretos, incluindo Portugal, e comunicar resultados em formatos académicos e públicos. 7) Promover uma utilização transparente, crítica e responsável da inteligência artificial no trabalho académico.

Objetivos de Aprendizagem e a sua compatibilidade com o método de ensino (conhecimentos, aptidões e competências a desenvolver pelos estudantes) / Learning outcomes


No final da UC, os/as estudantes deverão ser capazes de: 1) explicar e comparar perspetivas da Sociologia do Ambiente e os mecanismos que relacionam sociedade e natureza; 2) distinguir evidência, interpretação, enquadramento e incerteza em dados, discursos e controvérsias; 3) analisar a produção institucional da degradação ambiental, considerando capitalismo, Estado, mercados, organizações, tecnologias e infraestruturas; 4) avaliar desigualdades de risco, dano, benefício, reconhecimento, participação e adaptação segundo classe, género, racialização, território e posição mundial; 5) relacionar escalas locais, nacionais e globais; 6) construir uma análise sociológica fundamentada de um caso, articulando conceitos, dados, documentos e interpretações concorrentes; 7) comunicar e defender a análise por escrito e oralmente, documentando fontes, decisões e uso de IA. Estes resultados são desenvolvidos por exposição, leitura, laboratórios, projeto, feedback e aplicação individual.

Conteúdos Programáticos / Syllabus


Bloco I (1–3) — Diagnóstico e fundamentos: crise socioecológica; sociedade-natureza e HEP/NEP; construção dos problemas, risco, evidência e controvérsia; Antropoceno; ciência e tecnologia. Bloco II (4–5) — Economia política e instituições: capitalismo, extração e resíduos; metabolic rift e treadmill of production; Estado e mercados; modernização ecológica, infraestruturas, carbon lock-in e greenwashing. Bloco III (6–8) — Justiça, desigualdades e vulnerabilidade: justiça ambiental/climática; classe, género, racialização, colonialidade, território e Norte-Sul; ambientalismo dos pobres; transição justa, energia, minerais e extrativismo verde; perigo, exposição, vulnerabilidade e adaptação. Bloco IV (9–10) — Práticas, conflito e transformação: práticas quotidianas; emoções e responsabilidade; movimentos, contramovimentos, negacionismo e alternativas. Aulas 11–12: apresentação, defesa e projetos; síntese da UC.

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da UC / Evidence that the curricular unit's content dovetails with the specified learning outcomes


O Bloco I cria uma base empírica comum e permite distinguir processos materiais, dados e construção pública dos problemas, contribuindo sobretudo para OA1, OA2 e OA5. O Bloco II explicita mecanismos produtivos, organizacionais e infraestruturais que reproduzem ou transformam a degradação ambiental (OA1, OA3 e OA5). O Bloco III permite analisar a distribuição de custos, proteção, participação e capacidades de resposta em diferentes escalas (OA4, OA5 e OA6). O Bloco IV articula práticas quotidianas, mobilização, contramobilização e alternativas, relacionando ação individual, instituições e conflito (OA3, OA5 e OA6). O projeto guiado, o exercício individual e a apresentação/defesa integram teoria, fontes e evidência num caso concreto, verificam a transferência para um caso novo e tornam visíveis argumentação, revisão, comunicação e apropriação individual (OA1–OA7).

Avaliação / Assessment


A avaliação ao longo do semestre integra três componentes formais. A) Dossier analítico final — 45% (grupo): análise sociológica coerente e fundamentada de um caso, construída e revista progressivamente. Inclui delimitação e relevância; pergunta e evolução; enquadramento conceptual; cronologia, atores, instituições e escalas; avaliação crítica de fontes, documentos e dados; análise teoria-evidência; interpretações concorrentes, incertezas e limites; conclusão; divisão de tarefas, decisões metodológicas e uso de IA. Extensão indicativa: 10–12 páginas de texto principal, excluindo capa, bibliografia e anexos. B) Exercício individual presencial — 30%: 75–90 minutos, na aula 10, sobre um caso diferente; exige identificar o problema sociológico, aplicar conceitos, interpretar evidência, argumentar e reconhecer uma limitação ou alternativa. É permitida consulta limitada a materiais preparados pelo/a estudante, nos termos do enunciado. C) Apresentação e defesa oral — 25%: nas aulas 11–12, cerca de 35–40 minutos por grupo; apresentação coletiva do caso, argumento e evidência — 10%; defesa oral individual de escolhas, fontes, dados, contributos, incertezas e limites — 15%. Exercícios, fichas, mapas, matrizes, versões preliminares e três pontos de controlo (aulas 2–3, 5–6 e 10) são formativos, recebem feedback e não têm classificação autónoma. Condições de acesso/aprovação: entregar o dossier, participar na apresentação/defesa e realizar o exercício; mínimo de 8 valores no conjunto das componentes individuais e de 8 valores no conjunto das coletivas. Avaliação por exame: prova escrita individual de 3 horas sobre todos os conteúdos, combinando comparação teórica, interpretação de evidência e análise de caso; substitui integralmente a avaliação ao longo do semestre, segundo as normas aplicáveis.

Metodologias de Ensino / Teaching methodologies


A UC combina exposição curta, leitura orientada, laboratórios de análise, projeto de grupo, feedback formativo e aplicação individual. Cada aula de três horas inclui exposição/enquadramento, leitura ou laboratório, discussão/comparação com feedback e síntese/registo. Usam-se fichas de leitura; indicadores, mapas, documentos de política, notícias e bases como o EJAtlas; e um projeto cumulativo em que cada aula fornece uma operação aplicada ao caso do grupo. Em princípio, a turma organiza-se em seis grupos de cinco, que escolhem um caso viável e formulam uma pergunta específica. Há três pontos de controlo formativo, com feedback docente e entre pares, sem nota autónoma. Cada grupo mantém um registo simples de tarefas, responsáveis, participação e decisões para organizar o trabalho e preparar a defesa. A IA pode ser usada de forma crítica, transparente e documentada, sem substituir leitura, pesquisa, análise ou autoria responsável.

Demonstração da coerência das metodologias de ensino e avaliação com os objetivos de aprendizagem da UC / Evidence that the teaching and assessment methodologies are appropriate for the learning outcomes


A exposição e a leitura orientada desenvolvem compreensão conceptual, identificação de argumentos e comparação de perspetivas (OA1–OA2). Os laboratórios e pontos de controlo tornam visíveis interpretação de indicadores, avaliação de fontes, formulação de perguntas, revisão e justificação de decisões (OA2, OA5–OA6). O dossier avalia pesquisa, articulação teoria-evidência, análise multiescalar, argumentação, interpretações concorrentes e escrita académica (OA3–OA7). O exercício individual verifica a transferência de conceitos para um caso novo, a interpretação de evidência e a construção autónoma de um argumento (OA1–OA5). A apresentação e defesa avaliam comunicação, síntese, resposta a objeções e apropriação individual (OA5–OA7). O uso crítico de IA desenvolve verificação, transparência e responsabilidade autoral (OA2, OA6–OA7).

Observações / Observations


Política de utilização de inteligência artificial: são permitidos, quando declarados, a exploração inicial de palavras-chave, hipóteses ou estruturas; o apoio à organização de notas e revisão linguística; a preparação de perguntas ou materiais para apresentação; e a produção de uma resposta a auditar criticamente num exercício solicitado. Os/as estudantes devem indicar ferramentas e finalidades, verificar afirmações, dados, citações e referências, conservar prompts relevantes quando solicitado, assumir responsabilidade integral pelo conteúdo e ser capazes de explicar e defender oralmente todo o trabalho. Não é permitido entregar texto gerado automaticamente como análise própria sem revisão, apropriação e declaração; substituir leituras obrigatórias por resumos automáticos; utilizar ou inventar fontes, dados ou citações não verificadas; ou ocultar o uso de IA quando a declaração seja exigida.

Bibliografia Principal / Main Bibliography


Almeida, P. (Ed.). (2025). The Oxford handbook of climate action. Oxford University Press. Dryzek, J. S., Norgaard, R. B., & Schlosberg, D. (2013). Climate-challenged society. Oxford University Press. Dunlap, R. E., & Brulle, R. J. (Eds.). (2015). Climate change and society: Sociological perspectives. Oxford University Press. Hannigan, J. (2022). Environmental sociology (4th ed.). Routledge. Klinenberg, E., Araos, M., & Koslov, L. (2020). Sociology and the climate crisis. Annual Review of Sociology, 46, 649–669. Martínez-Alier, J. (2002). The environmentalism of the poor: A study of ecological conflicts and valuation. Edward Elgar. Pellow, D. N., & Brehm, H. N. (2013). An environmental sociology for the twenty-first century. Annual Review of Sociology, 39, 229–250. Schlosberg, D. (2007). Defining environmental justice: Theories, movements, and nature. Oxford University Press.

Bibliografia Secundária / Secondary Bibliography


BIBLIOGRAFIA SECUNDÁRIA Anguelovski, I., & Martínez-Alier, J. (2014). The “environmentalism of the poor” revisited: Territory and place in disconnected glocal struggles. Ecological Economics, 102, 167–176. Beck, U. (1992). Risk society: Towards a new modernity. Sage. Catton, W. R., Jr., & Dunlap, R. E. (1978). Environmental sociology: A new paradigm. The American Sociologist, 13(1), 41–49. de Moor, J., De Vydt, M., Uba, K., & Wahlström, M. (2021). New kids on the block: Taking stock of the recent cycle of climate activism. Social Movement Studies, 20(5), 619–625. Dunlap, R. E., & McCright, A. M. (2011). Organized climate change denial. In J. S. Dryzek, R. B. Norgaard, & D. Schlosberg (Eds.), The Oxford handbook of climate change and society (pp. 144–160). Oxford University Press. Elliott, R. (2018). The sociology of climate change as a sociology of loss. European Journal of Sociology, 59(3), 301–337. Foster, J. B. (1999). Marx’s theory of metabolic rift: Classical foundations for environmental sociology. American Journal of Sociology, 105(2), 366–405. Gould, K. A., Pellow, D. N., & Schnaiberg, A. (2004). Interrogating the treadmill of production: Everything you wanted to know about the treadmill but were afraid to ask. Organization & Environment, 17(3), 296–316. Haraway, D. J. (2015). Anthropocene, Capitalocene, Plantationocene, Chthulucene: Making kin. Environmental Humanities, 6(1), 159–165. Heffron, R. J., & McCauley, D. (2018). What is the “just transition”? Geoforum, 88, 74–77. Intergovernmental Panel on Climate Change. (2023). Climate change 2023: Synthesis report. IPCC. Latour, B. (2014). Agency at the time of the Anthropocene. New Literary History, 45(1), 1–18. Lidskog, R., & Waterton, C. (2016). Anthropocene—A cautious welcome from environmental sociology? Environmental Sociology, 2(4), 395–406. Martínez-Alier, J., Temper, L., Del Bene, D., & Scheidel, A. (2016). 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Understanding carbon lock-in. Energy Policy, 28(12), 817–830. Wainwright, J., & Mann, G. (2013). Climate Leviathan. Antipode, 45(1), 1–22. ESTUDOS DE CASO SOBRE PORTUGAL Dunlap, A., & Riquito, M. (2023). Social warfare for lithium extraction? Open-pit lithium mining, counterinsurgency tactics and enforcing green extractivism in northern Portugal. Energy Research & Social Science, 95, 102912. https://doi.org/10.1016/j.erss.2022.102912 Ferreira da Silva, C., Nunes, N., Moro, S., Henriques, J., Sousa, A., & Sarroeira, R. (2023). Environmental inequalities in the municipality of Lisbon: Spatial analysis of combustion gases. Transportation Research Procedia, 72, 1216–1223. https://doi.org/10.1016/j.trpro.2023.11.580 Ferreira da Silva, D., & Carvalho, A. (2025). Climate activist groups’ discourses on science and knowledge: Merging rhetorical strategies with political visions. 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Energy Sources, Part B: Economics, Planning, and Policy, 16(11–12), 1048–1063. https://doi.org/10.1080/15567249.2021.1922547 Wallace, R., Schwemmlein, K., & Batel, S. (2025). Solar industrialization, “sacrifice zones,” and new environmental movements: Emerging discourses of commonality and critique in Portugal’s energy transition. Sustainability Science, 20, 1293–1312. https://doi.org/10.1007/s11625-025-01661-3

Data da última atualização / Last Update Date


2026-05-19