Sumários

Ondas de Calor: impactos e desafios para os ecossistemas florestais e agroalimentares

9 Março 2026, 18:00 Susana Batel


Os eventos meteorológicos e climáticos extremos são caracterizados por valores dos elementos climáticos localizados nas caudas das suas distribuições estatísticas e são parte integrante do clima de cada região. Apesar de, em geral, os seres vivos de cada bioma estarem bem-adaptados ao tipo de clima de cada região, apresentam diferente resistência a condições atmosféricas anómalas e às alterações climáticas. Os eventos meteorológicos e climáticos extremos podem ter impactes significativos nos (eco)sistemas naturais e humanos. No contexto das alterações climáticas, são expectáveis alterações significativas no regime de alguns eventos extremos que podem afetar a resiliência e comprometer sustentabilidade destes sistemas. Nesta palestra, serão abordadas as secas e as ondas de calor, principalmente em Portugal, incluindo definições, tipos, descritores, padrões de distribuição espaço temporal das suas características e principais consequências, em particular nos ecossistemas florestais e agroalimentares, concretamente nos incêndios de vegetação rural.

 

Espécies invasoras e impactes nos ecossistemas – uma abordagem sócio-ecológica

23 Fevereiro 2026, 18:00 Susana Batel


As espécies invasoras são espécies exóticas (não-indígenas ou alóctones), introduzidas num novo território pelo Homem, de forma intencional ou acidental, que conseguem reproduzir-se em grande quantidade e dispersar-se para além das plantas-mãe, sem intervenção direta do Homem. Desta forma, podem ocupar áreas extensas em habitats naturais, semi-naturais ou perturbados, provocando impactes negativos a diversos níveis. As espécies exóticas invasoras são atualmente consideradas uma das principais ameaças à biodiversidade, competindo com as espécies nativas (autóctones), eliminando-as em alguns casos e alterando significativamente os ecossistemas. No entanto, os seus efeitos vão muito além da biodiversidade, afetando também a qualidade de vida humana. De facto, o recente relatório da IPBES (Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços dos Ecossistema) inteiramente dedicado às espécies exóticas invasoras e ao seu controlo, publicado em 2023, realça que estas espécies ameaçam não só a natureza, mas também as pessoas, em todas as regiões do planeta. Os impactes negativos das espécies invasoras refletem-se nos serviços dos ecossistemas, com consequências para a economia, a segurança alimentar e hídrica, a saúde humana, as identidades culturais, etc. Contudo, é importante salientar que nem todas as espécies exóticas são invasoras. Muitas das espécies que sustentam a nossa alimentação, bem-estar e economia são exóticas, mas não se dispersam pelos próprios meios nem causam problemas ambientais ou ecológicos. Os cidadãos podem, sem se aperceber, contribuir para a introdução e dispersão de espécies invasoras. No entanto, se estiverem informados e alerta, podem ajudar a prevenir a sua propagação e a gerir estas espécies de forma mais eficaz. Neste contexto, além de abordar os diversos impactes das espécies exóticas invasoras a nível global e nacional, com maior foco nas plantas, serão também exploradas formas de envolvimento e sensibilização dos cidadãos para uma gestão mais eficaz destas espécies.

Introdução

2 Fevereiro 2026, 18:00 Susana Batel


Discussão dos objetivos e planeamento da UC; introdução às ciências ambientais; relações entre sociedade e ambiente