Sumários
Extremos meteorológicos e climáticos: impactos e desafios para os ecossistemas florestais e agroalimentares
24 Março 2025, 18:00 • Susana Batel
Convidado: Mário Gonzalez Pereira (Físico, Universidade de Trás os Montes e Alto Douro. Resumo: Os eventos meteorológicos e climáticos extremos são caracterizados por valores dos elementos climáticos localizados nas caudas das suas distribuições estatísticas e são parte integrante do clima de cada região. Apesar de, em geral, os seres vivos de cada bioma estarem bem-adaptados ao tipo de clima de cada região, apresentam diferente resistência a condições atmosféricas anómalas e às alterações climáticas. Os eventos meteorológicos e climáticos extremos podem ter impactes significativos nos (eco)sistemas naturais e humanos. No contexto das alterações climáticas, são expectáveis alterações significativas no regime de alguns eventos extremos que podem afetar a resiliência e comprometer sustentabilidade destes sistemas. Nesta palestra, serão abordadas as secas e as ondas de calor, principalmente em Portugal, incluindo definições, tipos, descritores, padrões de distribuição espaço temporal das suas características e principais consequências, em particular nos ecossistemas florestais e agroalimentares, concretamente nos incêndios de vegetação rural.
Espécies invasoras, serviços dos ecossistemas e os desafios na conservação
17 Março 2025, 18:00 • Susana Batel
Convidada: Elizabete Marchante (Bióloga; Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra).
As espécies invasoras são espécies exóticas (não-indígenas ou alóctones), introduzidas num novo território pelo Homem, de forma intencional ou acidental, que conseguem reproduzir-se em grande quantidade e dispersar-se para além das plantas-mãe, sem intervenção direta do Homem. Desta forma, podem ocupar áreas extensas em habitats naturais, semi-naturais ou perturbados, provocando impactes negativos a diversos níveis. As espécies exóticas invasoras são atualmente consideradas uma das principais ameaças à biodiversidade, competindo com as espécies nativas (autóctones), eliminando-as em alguns casos e alterando significativamente os ecossistemas. No entanto, os seus efeitos vão muito além da biodiversidade, afetando também a qualidade de vida humana. De facto, o recente relatório da IPBES (Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços dos Ecossistema) inteiramente dedicado às espécies exóticas invasoras e ao seu controlo, publicado em 2023, realça que estas espécies ameaçam não só a natureza, mas também as pessoas, em todas as regiões do planeta. Os impactes negativos das espécies invasoras refletem-se nos serviços dos ecossistemas, com consequências para a economia, a segurança alimentar e hídrica, a saúde humana, as identidades culturais, etc.
Contudo, é importante salientar que nem todas as espécies exóticas são invasoras. Muitas das espécies que sustentam a nossa alimentação, bem-estar e economia são exóticas, mas não se dispersam pelos próprios meios nem causam problemas ambientais ou ecológicos.
Os cidadãos podem, sem se aperceber, contribuir para a introdução e dispersão de espécies invasoras. No entanto, se estiverem informados e alerta, podem ajudar a prevenir a sua propagação e a gerir estas espécies de forma mais eficaz. Neste contexto, além de abordar os diversos impactes das espécies exóticas invasoras a nível global e nacional, com maior foco nas plantas, serão também exploradas formas de envolvimento e sensibilização dos cidadãos para uma gestão mais eficaz destas espécies.
Rede Natura 2000 – Imperativos e desafios
10 Março 2025, 18:00 • Susana Batel
Convidado Vasco da Silva, WWF Portugal | A Rede Natura 2000 é a rede ecológica da União Europeia para a preservação da biodiversidade. Para isso foram designadas áreas, bem como espécies e habitats a proteger, que os Estados Membros têm a obrigação de recuperar e manter num estado favorável de conservação. Importa revisitar os conceitos que suportaram a eleição destes valores naturais para proteção, bem como reconhecer as espécies e tipos de habitats prioritários para conservação em Portugal. Os desafios para a gestão e preservação destes valores no futuro próximo estão intimamente ligados a objetivos de desenvolvimento sustentável como do Quadro Global da Biodiversidade da ONU, em que cerca 30% dos ecossistemas devem estar protegidos até 2030. Será a Rede Natura 2000 suficiente para dar resposta a estas metas ambientais, enquanto é um território cada vez mais sujeito a vários tipos de pressões que promovem a alteração do uso dos solo e a degradação dos habitats?
Introdução
17 Fevereiro 2025, 18:00 • Susana Batel
- Discutir as relações entre cultura e natureza