Sumários
Da ecologia da cultura à ecologia das profissões: organizações, resiliência e bem-estar. Apresentações das leituras críticas realizadas pelas estudantes.
21 Outubro 2026, 20:30 • Vera Borges
Retomaram-se e consolidaram-se os conteúdos da aula anterior. Da ecologia da cultura de John Holden (2015), as relações de interdependência entre atores e organizações e os mecanismos de inclusão e exclusão nas redes. Articulação com a "ecologia das profissões", de Andrew Abbott (1988), a divisão do trabalho e as disputas jurisdicionais. A perspetiva de Pierre-Michel Menger (2005) sobre a flexibilidade dos mercados de trabalho artístico, as carreiras e as desigualdades.
Apresentações das estudantes e discussão coletiva dos textos selecionados:
Identidade profissional e luta pela jurisdição (Abbott, 1988): discussão das fronteiras profissionais, do reconhecimento das competências e das disputas jurisdicionais, a partir da experiência in vivo da nossa estudante, assistente social, nas relações de trabalho com médicos e enfermeiros.
Resiliência social e resiliência no desenvolvimento (Dagdeviren et al., 2020; Werner, 1995): condições estruturais e fatores individuais, familiares e sociais associados à resiliência em contextos de adversidade.
Arte colaborativa (Borges, 2018): processos de criação coletiva, relações entre artistas e comunidades e formas de organização do trabalho artístico.
Arte, coesão social e bem-estar em 18 comunidades norte-americanas (Sonke et al., 2025): relações entre práticas artísticas, vínculos sociais, coesão comunitária e bem-estar.
Felicidade, identificação social e bem-estar (Camilo et al., 2024): relações de grupo, identificação social e dimensões sociais do bem-estar.
Discussão e análise crítica das relações entre o trabalho dos profissionais, as organizações (de saúde e culturais) e os seus contextos sociais, destacando-se as disputas jurisdicionais, a resiliência, a importância da arte para a coesão social, e os indicadores de bem-estar e qualidade de vida.
Da ecologia da cultura à ecologia das profissões: cooperação, organizações e inclusão.
21 Outubro 2026, 18:00 • Vera Borges
1ª parte
Da ecologia da cultura à ecologia das profissões de Andrew Abbott (conclusão).
A perspetiva sociológica de Howard Becker: mundos sociais, cooperação, convenções e negociação.
As relações entre os atores sociais, as suas práticas organizacionais e o poder de transformar as convenções existentes.
2ª parte
Apresentações das estudantes e discussão coletiva:
(i) Ativismo pelos direitos das pessoas com deficiência: a partir da denúncia do ativista angolano Adão Ramos sobre a exclusão estrutural num projeto de tese que pretende ativar o acesso gratuito a cadeiras de rodas, em Viana (Angola). Discussão sobre a autonomia, a dignidade humana e as responsabilidades do Estado na garantia dos direitos das pessoas com deficiência. O modelo social da deficiência e a proposta de um modelo social dos direitos humanos, a partir do texto de Berghs et al. (2019). A concluir.
(ii) As comunidades artísticas digitais e a participação de pessoas com deficiência, a partir do texto de Matthew Reason (2023): acessibilidade, cooperação e novas formas de inclusão e exclusão digital.
Discussão sobre a exclusão estrutural, a participação social e as condições organizacionais para o exercício dos direitos das pessoas com deficiência. E, ainda, a inclusão enquanto processo de cidadania ativa e de mudanças organizacionais com vista à participação das pessoas com deficiência nas decisões.
Proposta de exercício prático de análise de uma profissão ou organização, considerando as suas atividades, relações de cooperação, conflitos e possibilidades de transformação.
Apresentação e discussão de trabalhos dos estudantes. Organizações, temporalidades do trabalho e construção das trajetórias profissionais.
14 Outubro 2026, 20:30 • Vera Borges
Apresentação e discussão de trabalhos dos estudantes.
(i) A ecologia da cultura de John Holden (2015): o ciclo regenerativo, os sinais de vitalidade cultural e as interdependências entre atores e organizações. Descrição breve dos casos da percussão tradicional portuguesa e do Carnaval.
(ii) Organizações, divisão do trabalho e transformação das jurisdições profissionais: a perspetiva de Andrew Abbott e o caso da arquitetura de software (ADRs e microserviços).
(iii) Das profissões às carreiras: flexibilidade, precariedade e desigualdades nos mercados de trabalho cultural. As perspetivas de Pierre-Michel Menger e Mark Banks. Temporalidades do trabalho e construção das trajetórias profissionais: event-time e biographical time.
A construção social dos mundos da arte em Howard S. Becker: cooperação, convenções e divisão do trabalho artístico (ainda em discussão).
Discussão transversal sobre interdependências organizacionais, autonomia profissional e desigualdades nas condições de trabalho e de carreira.
Ecologias culturais, resiliência social e inclusão: o papel das organizações e das redes de cooperação na concretização dos direitos humanos..
14 Outubro 2026, 18:00 • Vera Borges
1ª parte
A perspetiva ecológica da cultura de John Holden (2015): interdependências entre atores e organizações, redes de cooperação e vitalidade das ecologias culturais. Discussão de exemplos de interdependência e cooperação noutros mundos sociais.
2ª parte
Educação especial e inclusiva nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP): políticas públicas, desigualdades no acesso à educação das crianças com deficiência e assimetrias territoriais, com particular atenção às localidades do interior.
A resiliência social na perspetiva de Dagdeviren et al. (2020): recursos individuais e coletivos, relações sociais e condições estruturais de resposta à adversidade. O papel das organizações não governamentais (ONG), na Guiné-Bissau, e as práticas de defesa e promoção de direitos (advocacy).
Discussão transversal sobre o papel das organizações, das redes de cooperação e dos recursos institucionais na redução ou reprodução das desigualdades sociais e na concretização dos direitos humanos.
Apresentação e discussão de trabalhos dos estudantes: Liberato Mam e N'ghalá Tungna.
Das profissões às carreiras.
7 Outubro 2026, 20:30 • Vera Borges
Das profissões às carreiras.
A perspetiva de Pierre-Michel Menger (2005) em Retrato do Artista Enquanto Trabalhador: Metamorfoses do Capitalismo.
Apresentação e discussão da "dupla hélice das desigualdades" nas artes: a flexibilidade dos mercados de trabalho artístico, a construção social do talento e os mecanismos cumulativos de produção e reprodução das desigualdades nas carreiras artísticas (a concluir).
O perfil de carreira dos "artistas relutantes". O processo de «ida e volta» entre a criação artística e a profissionalização, a partir dos casos dos músicos de rap e de música electrónica, com base na apresentação e discussão da bibliografia selecionada para a aula.