Sumários

Aula 5

29 Outubro 2025, 20:00 Antonio Maria Pusceddu


Sumário:

Nesta aula abordámos a relação entre feminismo e antropologia, apresentando as principais questões epistemológicas e políticas que acompanharam o desenvolvimento da antropologia feminista e a influencia marcante que esses debates exerceram no debate antropológico contemporâneo. Esta aula é a primeira do CP sobre as “epistemologias da diferença”.

Leituras:

  1. Lewin, E. (2006), Introduction. In E. Lewin (ed). In E. Lewin (ed), Feminist Anthropology: A Reader. Malden, MA: Blackwell, pp. 1-37.
  2. Johnson, Jessica (2018), Feminist anthropology and the question of gender. In M. Candea (ed.), Schools and Styles of Anthropological Theory. London: Routledge, pp. 195-208.
  3. Curiel, Ochy, e Jules Falquet (2014). Introdução. In Verônica Ferreira et al. (orgs.), O Patriarcado Desvendado. Teorias de três feministas materialistas: Colette Guillaumin, Paola Tabet e Nicole-Claude Mathieu. Recife: edições sos corpos, pp. 7-26. [a versão integral do livro encontra-se na pasta "Leituras adicionais"]
  4. Abu-Lughod, Lila (2006), Writing against Culture [1991]. In E. Lewin (ed), Feminist Anthropology: A Reader. Malden, MA: Blackwell, pp. 153-169.
  5. Alves de Matos, Patrícia (2023), Distributed agency: Care, human needs, and distributive struggles in Portugal. Critique of Anthropology 44(1): 82-96.
  6. Brodkin (Sacks), Karen, Toward a Unified Theory of Class, Race, and Gender [1989]. In E. Lewin (ed). Feminist Anthropology: A Reader. Malden, MA: Blackwell, pp. 129-146.
  7. Oyěwùmí, Oyèrónké (2014). The Invention of Women [1997]. H. Moore, & S. Todd (eds), Anthropology in Theory: Issues in Epistemology. London: Wiley Blackwell, pp. 448-454 [na pasta "Leituras adicionais" é disponível a versão integral do livro de Oyěwùmí em tradução português, A invenção das mulheres].

Aula 4

22 Outubro 2025, 20:00 Antonio Maria Pusceddu


Nesta aula foi tratado o problema da comparação enquanto aspeto epistémico constitutivo da teoria e da prática antropológicas. A questão da comparação foi, portanto, abordada a partir dos enquadramentos epistemológicos da relação entre “experiência” e “cognição”. Foram discutidas diferentes formas de entender e praticar a comparação, bem como as críticas persistentes às comparações tipológicas, a noção de "semelhança de família" e a visão hipercrítica do debate pós-moderno.

Leituras:

  1. Bourdieu, P. (2014) Participant Objectivation [2003]. In Moore, Henrietta, & Todd Sanders (eds) (2014), Anthropology in Theory: Issues in Epistemology. London: Wiley Blackwell, pp. 556-559.
  2. Candea, M. (2018). The Impossible Method (capítulo 1). In Candia, Matei (2018), Comparison in Anthropology: The Impossible Method. Cambridge: Cambridge University Press, pp. 29-52.
  3. Herzfeld, M. (2001). Epistemologies. In Anthropology: Theoretical Practice in Culture and Society. Oxford: Blackwell Publishing, pp. 21-54
  4. Strathern, M. (2018). Persons and partible persons. In Candea, Matei (ed.) (2018), Schools and Styles of Anthropological Theory. London: Routledge, pp. 237-246

Aula 3

15 Outubro 2025, 20:00 Antonio Maria Pusceddu


Nesta aula retomámos os debates teóricos que marcaram a passagem as décadas de ’60 e ’70, que incluem a crítica do estrutural-funcionalismo, as correntes “materialistas” e o estruturalismo, a antropologia simbólica (na sua vertente "interpretativa"), as teorias da prática e o neo-marxismo. A partir destes debates foram abordados os seguintes problemas: relação entre “indivíduo” e sociedade/cultura; relação entre estrutura, ação e agency; equilíbrio, conflito e mudança; produção e reprodução; por fim, a tentativa de operacionalizar a noção de prática como forma de ultrapassar os impasses teóricos herdados do passado.

Leituras:

(A) Leituras de enquadramento:

  1. Barnard, Alan (2022), History and Theory in Anthropology. Cambridge: Cambridge University Press [capítulos: (6) Action and process; (7) Marxist Perspectives; (12) Interpretative Approaches]
  2. Englund, Harri (2018). From extended-case method to multi-sited ethnography. In Candea, Matei (ed.) (2018), Schools and Styles of Anthropological Theory. London: Routledge, pp. 121-133. 
  3. Humphrey, Caroline (2018). Marxism and neo-Marxism. In Candea, Matei (ed.) (2018), Schools and Styles of Anthropological Theory. London: Routledge, 79-90.
  4. Sneath, David (2018). From transactionalism to practice theory. In Candea, Matei (ed.) (2018), Schools and Styles of Anthropological Theory. London: Routledge, 91-107.

(B) Excertos de obras influentes:

  1. Bourdieu, P. (2014). Structures and habitus [1972]. In Moore, Henrietta, & Todd Sanders (eds), Anthropology in Theory: Issues in Epistemology. London: Wiley Blackwell, pp. 332-342. [Excertos da obra em françês Esquisse d'une théorie de la pratique. Tanto a publicação original em françês, como a tradução em português (Esboço de uma teoria da prática, Celta editora, 2002), estão disponíveis na biblioteca. Podem escolher a edição que preferirem].
  2. Geertz, Clifford (2018) Thick Description: Toward an Interpretive Theory of Culture [1973]. In Moore, Henrietta, & Todd Sanders (eds), Anthropology in Theory: Issues in Epistemology. London: Wiley Blackwell, pp. 166-172.
  3. Wolf, Eric R. (2018) Introduction to Europe and the People Without History [1982]. In Moore, Henrietta, & Todd Sanders (eds), Anthropology in Theory: Issues in Epistemology. London: Wiley Blackwell, pp. 293-307.

Aula 2

8 Outubro 2025, 20:00 Antonio Maria Pusceddu


Aula dedicada à discussão dos fundamentos da teoria antropológica tal como se foram definindo entre o século XIX e a primeira metade do século XX. Não se trata apenas de uma revisão dos paradigmas e das perspetivas centrais na fase de construção e consolidação da disciplina (evolucionismo, difusionismo, funcionalismo, estruturalismo....), mas de uma premissa necessária para identificar os alvos decisivos da crítica teórica que se desenvolveu a partir da segunda metade do século XX e, sobretudo, nos últimos 50 anos. Neste sentido, são analisadas as continuidades e rupturas que marcaram o desenvolvimento da disciplina, com o objetivo de enquadrar de forma crítica e complexa a relação entre o passado e o presente da teorização antropológica. Por fim, nesta aula discutimos também das teorias da cultura e da problemática peculiaridade e centralidade do conceito de cultura na linguagem, na teoria e na pesquisa antropologica.

Leituras principais:
  1. Candea, M. (2018), "Severed roots: Evolutionism, diffusionism and (structural-)functionalism". In M. Candea (ed) Schools and Styles of Anthropological Theory. London: Routledge, pp.18-59.
  2. Herzfeld, M. (2001), "Orientations: Anthropology as a practice of theory". In Anthropology: Theoretical Practice in Culture and Society. Oxford: Blackwell Publishing, pp. 1-20.
  3. Lins Ribeiro, G. & A. Escobar, "World Anthropologies: Disciplinary transformations within systems of power". In G. Lins Ribeiro & A. Escobar (eds), World Anthropologies: Disciplinary Transformations within Systems of Power. Oxford-New York: Berg, pp. 1-25.
  4. Moore, H & T. Sanders (2014). "Anthropology and Epistemology". In H. Moore & T. Sanders (eds), Anthropology in Theory: Issues in Epistemology. London: Wiley Blackwell, pp. 1-18.

Leituras suplementares:

  1. Barnard, Alan (2022), History and Theory in Anthropology. Cambridge: Cambridge University Press [capítulos: (2). Vision of Anthropology; (5). Funcionalism and Structural-Functionalism; (9). Structuralism, from Linguistics to Anthropology]
  2. Stasch, R. (2018), "Structuralism". In M. Candea (ed) Schools and Styles of Anthropological Theory. London: Routledge, pp. 60-78.
  

Aula 1

1 Outubro 2025, 20:00 Antonio Maria Pusceddu


Introdução à disciplina e apresentação do programa e da bibliografia principal. Genealogias plurais, tradições hegemónicas e periféricas. Teorização antropológica, colonialismo e nation-bulding. O lugar da antropologia — e nomeadamente da “teoria antropológica” — no conjunto da teoria social. A centralidade do trabalho etnográfico e da prática da teoria.

Leituras:

  1. Candea, M. (2018), "Severed roots: Evolutionism, diffusionism and (structural-)functionalism". In M. Candea (ed) Schools and Styles of Anthropological Theory. London: Routledge, pp.18-59.
  2. Herzfeld, M. (2001), "Orientations: Anthropology as a practice of theory". In Anthropology: Theoretical Practice in Culture and Society. Oxford: Blackwell Publishing, pp. 1-20.
  3. Lins Ribeiro, G. & A. Escobar, "World Anthropologies: Disciplinary transformations within systems of power". In G. Lins Ribeiro & A. Escobar (eds), World Anthropologies: Disciplinary Transformations within Systems of Power. Oxford-New York: Berg, pp. 1-25.
  4. Moore, H & T. Sanders (2014. "Anthropology and Epistemology". In H. Moore & T. Sanders (eds), Anthropology in Theory: Issues in Epistemology. London: Wiley Blackwell, pp. 1-18.