Ficha Unidade Curricular (FUC)

Informação Geral / General Information


Código :
04834
Acrónimo :
04834
Ciclo :
2.º ciclo
Língua(s) de Ensino :
Inglês (en), Português (pt)
Língua(s) amigável(eis) :
Inglês

Carga Horária / Course Load


Semestre :
2
Créditos ECTS :
6.0
Aula Teórica (T) :
0.0h/sem
Aula Teórico-Prática (TP) :
24.0h/sem
Aula Prática e Laboratorial (PL) :
0.0h/sem
Trabalho de Campo (TC) :
0.0h/sem
Seminario (S) :
0.0h/sem
Estágio (E) :
0.0h/sem
Orientação Tutorial (OT) :
1.0h/sem
Outras (O) :
0.0h/sem
Horas de Contacto :
25.0h/sem
Trabalho Autónomo :
125.0
Horas de Trabalho Total :
150.0h/sem

Área científica / Scientific area


Recursos Humanos

Departamento / Department


Departamento de Recursos Humanos e Comportamento Organizacional

Ano letivo / Execution Year


2025/2026

Pré-requisitos / Pre-Requisites


Não se aplica

Objetivos Gerais / Objectives


Esta Unidade Curricular visa proporcionar aos alunos a aprendizagem dos principais conceitos e modelos teóricos sobre os processos de liderança e mudança organizacional bem como da metodologia de análise desses processos e da sua implementação.

Objetivos de Aprendizagem e a sua compatibilidade com o método de ensino (conhecimentos, aptidões e competências a desenvolver pelos estudantes) / Learning outcomes


O aluno que complete com sucesso esta UC deverá ser capaz de: OA1. Descrever e contrastar teorias sobre a mudança organizacional e o papel da liderança OA2. Explicar os processos envolvidos na gestão da mudança organizacional. OA3. Identificar os fatores psicossociais e organizacionais que contribuem para o sucesso e fracasso dos processos de mudança organizacional OA4. Utilizar adequadamente conceitos e modelos teóricos para analisar problemas da liderança na implementação da mudança nas organizações e avaliar os seus efeitos.

Conteúdos Programáticos / Syllabus


CP1. Liderança num mundo em mudança CP2. Caracterização da mudança organizacional: Tipos, domínios e níveis de mudança CP3. Liderança e etapas da mudança planeada CP4. Liderança e o diagnóstico da mudança CP5. Liderança e a implementação do processo de mudança organizacional CP6. Liderança e a avaliação da mudança organizacional

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da UC / Evidence that the curricular unit's content dovetails with the specified learning outcomes


O objetivo de aprendizagem (OA) 1 será concretizado pelos conteúdos programáticos (CP) 1, 2 e 3. Os estudantes vão desenvolver conhecimentos que lhes permitirão caracterizar a liderança num mundo em mudança, a mudança organizacional no que concerne aos diferentes tipos, domínios e níveis de análise, e às etapas de um processo de mudança. O OA2 será atingido pelos CP3, 4, 5, e 6. Os estudantes vão desenvolver conhecimentos sobre os processos envolvidos na gestão das várias etapas da mudança organizacional, nomeadamente no seu diagnóstico, implementação e avaliação. O OA3 concretiza-se através dos CP4, 5, e 6 pois permitirá a compreensão fatores que contribuem para o sucesso e fracasso dos processos de mudança organizacional nas suas diferentes fases. O OA4 será atingido pelos CP5 e 6, visto este abordar os principais fatores de resistência à mudança, assim como a reflexão sobre estratégias que podem ser implementadas para uma gestão desta resistência.

Avaliação / Assessment


A avaliação pode ser feita ao longo do semestre ou por exame. 1. Avaliação ao longo do semestre: Um trabalho de grupo com um relatório escrito (40%) e apresentação do trabalho de grupo (10%), e um teste individual (50%). É necessária uma nota mínima de 10 em cada uma das componentes da avaliação, para ser garantida a aprovação. 2. Em alternativa, os estudantes podem optar por avaliação por exame (100%). A avaliação por exame respeitará as condições vigentes no REACC. Será mantido o critério mínimo de 10 valores para aprovação na unidade curricular.

Metodologias de Ensino / Teaching methodologies


Todas as aulas são teórico-práticas (TP), com o objetivo de apresentar os conceitos fundamentais e mostrar os problemas e soluções existentes, permitindo simultaneamente a sua discussão. A UC encontra-se organizada em duas aulas semanais, o que permite o recurso a metodologias diferentes ao longo do semestre e dentro da mesma semana (alternando exposição, discussão, resolução de exercícios e participação). A estratégia pedagógica adotada envolve metodologias expositiva, participativa e ativa. A metodologia expositiva é usada em todos conteúdos programáticos nos momentos em que são apresentados os quadros teóricos de referência e os conceitos-chave. O modelo teórico-prático desta UC permite também a discussão em grupo, o que facilita o desenvolvimento da análise crítica e permite uma aprendizagem partilhada mediante os contributos específicos de cada estudante. A metodologia participativa é colocada em prática através dos exercícios em aula, como por exemplo a análise de vídeos exemplificativos das situações que estão a ser apresentadas, ou a análise e discussão de estudos de caso. A metodologia ativa envolve, por exemplo, a análise de casos em grupo, enquanto estímulo à resolução de problemas concretos numa lógica de colaboração, e apresentação de propostas de intervenção, o que permite aos estudantes a integração teoria-prática e o desenvolvimento de competências essenciais para a sua intervenção. A UC implica ainda trabalho autónomo (metodologia de auto-estudo), o qual inclui leitura da bibliografia recomendada, no sentido de promover a autonomia e capacidade de decisão dos estudantes. A orientação tutorial (OT) destina-se ao esclarecimento individual de dúvidas aos estudantes.

Demonstração da coerência das metodologias de ensino e avaliação com os objetivos de aprendizagem da UC / Evidence that the teaching and assessment methodologies are appropriate for the learning outcomes


A estratégia pedagógica adotada nesta UC envolve diferentes metodologias de ensino: expositiva, participativa e ativa. A metodologia expositiva é usada em todos conteúdos programáticos nos momentos em que são apresentados os conceitos e modelos teóricos importantes para a análise dos fenómenos, contribuindo para os quatro objetivos de aprendizagem da UC (OA1, OA2, OA3, OA4). As metodologias ativas e participativas que integram as aulas teórico-práticas são desenvolvidas através dos exercícios em aula efetuados no âmbito de cada conteúdo programático, contribuindo, por sua vez, para o enriquecimento, a consolidação e a aplicação dos conhecimentos e permitindo alcançar cada um dos OA (OA1, OA2, OA3 e OA4), estimulando também a capacidade crítica e de interação dos estudantes. A metodologia do auto-estudo é transversal a todos os OA, pois envolve leituras, pesquisas, resolução de exercícios e preparação para os testes individuais. O trabalho de grupo, o teste e o exame avaliarão os conhecimentos teóricos (sobretudo a 1ª parte do teste/exame) bem como a sua aplicação a situações concretas (2ª parte do teste/exame).

Observações / Observations


Trabalho Autónomo: 125,0 h/semestre • Em média 5h por semana para preparação das aulas com leitura dos textos indicados. • Cerca de 65h para preparação das frequências com revisão das leituras efectuadas e dos conhecimentos adquiridos nas aulas. Note-se que estas horas são estimativas médias do número de horas de trabalho autónomo. Horário de atendimento: Será indicado na primeira aula (estará sempre sujeito a confirmação prévia com a docente). Os conteúdos programáticos da UC contribuem para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 8, 9, e 16.

Bibliografia Principal / Main Bibliography


Anderson, D.L. (2023).Organization development: the process of leading organizational change (6th ed). Sage Publ. Burke, W.W. (2023).Organization change: Theory and practice (6th ed). Sage Publ. Caetano, A (2023).Mudança e desenvolvimento organizacional. In A. Caetano, J.G. Neves, & J.A.C. Ferreira (Eds.), Manual de Psicossociologia das Organizações – Fundamentos e Aplicações (cap. 16, pp. 465-490). Ed Sílabo. Cameron, E., & Green, M. (2024). Making Sense of Change Management: A Complete Guide to the Models, Tools and Techniques of Organizational Change (6th ed). Kogan Page Publ. Cialdini, R.B. (2021).Influence, New and Expanded: The Psychology of Persuasion. Harper Business. Cummings, T.G., Worley, C.G., & P. Donovan (2025).Organization development and change (2nd ed). Cengage Learning. Kotter, J.P. (2012).Leading Change. Harvard Business Review Press. Poole, M.S., & Van de Ven, A. (Eds.). (2021).The Oxford handbook of organizational change and innovation (2nd ed). Oxford Univ. Press

Bibliografia Secundária / Secondary Bibliography


1. Beer, M., Eisenstat, R.A., & Spector, B. (1990). Why change programs don't produce change. Harvard Business Review, 68(6),158-66. https://hbr.org/1990/11/why-change-programs-dont-produce-change 2. Bouckenooghe, D., Schwarz, G. M., Sanders, K., & Nguyen, P. T. (2023). The multiple faces of collective responses to organizational change: Taking stock and moving forward. Journal of Organizational Behavior, 44(7), 997–1014. https://doi.org/10.1002/job.2738 3. Ford, J. D., & Ford, L. W. (2010). Stop blaming resistance to change and start using it. Organizational Dynamics, 39, 24-36. https://doi.org/10.1016/j.orgdyn.2009.10.002 4. Furst, S. A., & Cable, D. M. (2008). Employee resistance to organizational change: Managerial influence tactics and leader-member exchange. Journal of Applied Psychology, 93(2), 453–462. https://doi.org/10.1037/0021-9010.93.2.453 5. Hughes, M. (2011). Do 70 Per Cent of All Organizational Change Initiatives Really Fail? Journal of Change Management, 11(4), 451–464. https://doi.org/10.1080/14697017.2011.630506 6. Jacobs, G., & Keegan, A. (2018). Ethical considerations and change recipients’ reactions: ‘it’s not all about me’. Journal of Business Ethics, 152(1), 73–90. https://doi.org/10.1007/s10551-016-3311-7 7. Knol, W. M., Griep, Y., Schleu, J. E., & Lemoine, G. J. (2024). Use of political skills by leaders to establish successful organizational change. Group & Organization Management, 49(6), 1614–1631. https://doi.org/10.1177/10596011241278028 8. Kotter, J.P. (1995). Leading change: why transformation efforts fail. Harvard Management Review, 73 (2), 59-67. https://hbr.org/1995/05/leading-change-why-transformation-efforts-fail-2 9. Mumford, M. D., Zaccaro, S. J., Harding, F. D., Jacobs, T. O., & Fleishman, E. A. (2000). Leadership skills for a changing world: Solving complex social problems. The Leadership Quarterly, 11(1), 11–35. https://doi.org/10.1016/S1048-9843(99)00041-7 10. Nadler, D. A., & Tushman, M. (1980). A model for diagnosing organizational behavior. Organizational Dynamics, 9(2), 35-51. https://doi.org/10.1016/0090-2616(80)90039-X 11. Nadler, D. A., & Tushman, M. L. (1990). Beyond the charismatic leader: leadership and organizational change. California Management Review, 32(2), 77-97. https://doi.org/10.2307/41166606 12. Oreg, S., & Berson, Y. (2019). Leaders’ impact on organizational change: Bridging theoretical and methodological chasms. The Academy of Management Annals, 13(1), 272–307. https://doi.org/10.5465/annals.2016.0138 13. Oreg, S., & Sverdlik, N. (2026). Responses to organizational change: evolution of the concept, established findings, and future directions. Annual Review Organizational Psychology and Organizational Behavior, 13, 387-413. https://doi.org/10.1146/annurev-orgpsych-020924-064623 14. Palmer, I., & Dunford, R. (2008), Organizational change and the importance of embedded assumptions. British Journal of Management, 19, S20-S32. https://doi.org/10.1111/j.1467-8551.2008.00568.x 15. Rafferty, A. E., Jimmieson, N. L., & Armenakis, A. A. (2013). Change readiness: A multilevel review. Journal of Management, 39(1), 110–135. https://doi.org/10.1177/0149206312457417 16. Schimmel, R., & Muntslag, D.R. (2009), Learning barriers: a framework for the examination of structural impediments to organizational change. Human Resource Management, 48(3), 399-416. https://doi.org/10.1002/hrm.20287 17. Shin, J., Taylor, M. S., & Seo, M.-G. (2012). Resources for change: The relationships of organizational inducements and psychological resilience to employees' attitudes and behaviors toward organizational change. Academy of Management Journal, 55(3), 727–748. https://doi.org/10.5465/amj.2010.0325 18. Stouten, J., Rousseau, D. M., & de Cremer, D. (2018). Successful organizational change: Integrating the management practice and scholarly literatures. The Academy of Management Annals, 12(2), 752–788. https://doi.org/10.5465/annals.2016.0095 19. Van de Ven, A. H., & Poole, M. S. (1995). Explaining development and change in organizations. Academy of Management Review, 20(3), 510-540. http://dx.doi.org/10.2307/258786 20. Van de Ven, A. H., & Poole, M. S. (2005). Alternative approaches for studying organizational change. Organization Studies, 26(9), 1377-1404. https://doi.org/10.1177/0170840605056907 21. Venus, M., Stam, D., & Knippenberg, D. (2019). Visions of change as visions of continuity. Academy of Management Journal, 62(3), 667-690. https://doi.org/10.5465/amj.2015.1196 22. Weick, K. E., & Quinn, R. E. (1999). Organizational change and development. Annual Review of Psychology, 50, 361–386. https://doi.org/10.1146/annurev.psych.50.1.361 23. Wiedner, R., Barrett, M., & Oborn, E. (2017). The emergence of change in unexpected places: resourcing across organizational practices in strategic change. The Academy of Management Journal, 60(3), 823–854. http://www.jstor.org/stable/26398595 24. Zwank, J., Diehl, M.-R., & Fortin, M. (2022). Three paths to feeling just: How managers grapple with justice conundrums during organizational change. Journal of Business Ethics, 186, 217–236. https://doi.org/10.1007/s10551-022-05179-x

Data da última atualização / Last Update Date


2026-03-11