24 Fevereiro 2026, 14:30
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Isabel da Piedade Xavier Machado Alexandre
Fundamentos da Representação: A lógica de predicados permite formalizar afirmações sobre o mundo através de proposições, que são compostas por predicados (relações ou propriedades) e termos (argumentos). Os termos podem ser constantes (entidades específicas), variáveis (entidades genéricas) ou expressões funcionais (como a idade de alguém).
Conetores Lógicos e Sintaxe: O conhecimento complexo é construído utilizando operadores como a negação (¬), conjunção (∧), disjunção (∨), implicação (⇒) e equivalência (⇔). É fundamental compreender que uma implicação (P⇒Q) é, por definição, equivalente a (¬P∨Q), sendo verdade se a premissa for falsa ou a conclusão verdadeira.
Quantificação: A aula abordou a generalização através de quantificadores universais (∀), aplicados a todos os elementos de um domínio, e existenciais (∃), que indicam a existência de pelo menos um elemento que satisfaz a condição. A ordem em que estes quantificadores aparecem altera drasticamente o significado da proposição lógica.
Mecanismos de Inferência (Dedução): O processo de obter conhecimento derivado a partir de uma base de conhecimento é designado por dedução. As regras de inferência são independentes do domínio, focando-se apenas na forma das premissas. Entre as regras elementares destacam-se:
Modus Ponens (MP): Se temos uma implicação e a sua premissa é verdadeira, a conclusão também o é.
Modus Tollens (MT): Se a conclusão de uma implicação é falsa, então a premissa deve ser falsa.
Introdução e Eliminação: Regras específicas para manipular conjunções, disjunções e duplas negações.
Raciocínio com Quantificadores: Para aplicar regras de inferência a frases quantificadas, utiliza-se a Instanciação Universal (do geral para o particular) e a Instanciação Existencial. Nesta última, quando não conhecemos a entidade específica, criamos um nome arbitrário denominado constante de Skolem para evitar ambiguidades no raciocínio.